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Data de Cadastro: 09/11/2012 as 13:22:38 alterado em 09/11/2012 as 13:22:38

SAÚDE DA CRIANÇA

Programa certifica qualidade dos Bancos de Leite

O Brasil é o primeiro país do mundo a ter um programa desse tipo. O objetivo é promover condições que permitam certificar a qualidade dos produtos e serviços

O Ministério da Saúde e a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), em ação inédita, lançaram o programa de certificação de qualidade de Bancos de Leite Humano do Sistema Único de Saúde (SUS). O primeiro passo foi o credenciamento, em outubro, dos 28 Centros de Referência para Banco de Leite Humano. O objetivo é promover condições que permitam certificar a qualidade dos produtos e serviços sob a responsabilidade dos Bancos de Leite Humano em todo País.

“A iniciativa, inédita, mostra o nosso reconhecimento de que os bancos de leite atendem aos requisitos técnicos e operacionais para entrarem em um programa de qualidade”, afirma o coordenador da Rede Brasileira de Bancos de Leite e Rede Iberoamericana de Bancos de Leite, da Fiocruz, João Aprígio. O credenciamento para certificação das 28 referências estaduais corresponde ao primeiro estágio do programa. A segunda etapa prevê a certificação dos processos realizados em todos os Bancos de Leite Humano da rede brasileira, que hoje conta com 212 unidades ao todo.

Para o coordenador, esse programa demostra a preocupação do Ministério da Saúde e da Fiocruz em garantir que a maior rede de bancos de leite do mundo cresça, não só em quantidade, como em qualidade. “É importante destacar que temos como prioridade, não só a expansão dos serviços, mas a consolidação para assegurar a qualidade do leite ofertado às crianças”, reforça.

O Brasil tem a maior e mais complexa rede de banco de leite humano no mundo, com 212 bancos e 110 postos de coleta espalhados por todo país. A Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (RBLH) exporta tecnologia e conhecimento para os países da Iberoamérica e África. Só neste ano já foram coletados 112 mil litros de leite humano, que passam pelo processo de pasteurização e adquirem qualidade certificada para serem distribuídos a mais de 123 mil recém-nascidos, principalmente aos que ficam hospitalizados.

Essa é mais uma ação inserida na estratégia Rede Cegonha, que vem qualificando e ampliando a assistência às mulheres e aos bebês no Sistema Único de Saúde (SUS). Mais de R$ 3,3 bilhões já foram investidos na Rede Cegonha, que conta com a adesão de mais de 4.800 municípios brasileiros.


Por Tinna Oliveira, da Agência Saúde – Ascom/MS
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