Data de Cadastro: 19/07/2012 as 15:22:26 alterado em 19/07/2012 as 16:05:44
Publicação apresenta estratégias relacionadas à detecção precoce e ao tratamento oportuno de casos
No dia 18 de julho, a Coordenação Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde lançou a publicação “Plano Integrado de Ações Estratégicas de Eliminação da Hanseníase, Filariose, Esquistossomose e Oncocercose como Problema de Saúde Pública, Tracoma como Causa de Cegueira e Controle das Geohelmintíases”.
O objetivo do documento é o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas integradas e interprogramáticas efetivas e baseadas em evidências para a redução da carga das doenças em eliminação. A obra apresenta estratégias relacionadas à detecção precoce e ao tratamento oportuno de casos. Além disso, define metas e prioridades até 2015.
O lançamento contou com a participação do secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, de representantes das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e de técnicos responsáveis pelas áreas de doenças em eliminação de todos os estados brasileiros. O evento será realizado até o dia 19 de julho, no Hotel Mercure, em Brasília.
A coordenadora de Hanseníase e Doenças em Eliminação da SVS, Rosa Castália, ressaltou a importância da publicação para a eliminação dessas doenças e ainda falou que o plano integrado dará oportunidade aos estados de elaborar ações em conjunto. Para isso, o Ministério da Saúde estará à disposição para auxiliar as SES a realizar este trabalho.
“O lançamento da publicação vai contribuir para a alteração do cenário atual no Brasil, conseguiremos oferecer maior visibilidade para essas doenças. O fato de ser um trabalho integrado nos auxiliará a aumentar a potencialidade das ações, com a ajuda dos estados. Vamos conseguir atingir, ainda, as metas contidas na Resolução nº 19 da Organização Pan-Americana da Saúde, que dispõe sobre o trabalho de eliminação dessas doenças no Brasil”, reforça Rosa Castália.
Segundo a coordenadora, o plano também vai auxiliar programas do Governo Federal, como o Brasil Sem Miséria. “A relação do plano integrado de ações estratégicas com o programa Brasil Sem Miséria é intrínseca e muito oportuna, porque o plano contribuirá para a redução drástica da pobreza no país”, afirmou.
Os indivíduos com maior vulnerabilidade social apresentam elevado risco de adoecimento e, quando adoecem, têm maior dificuldade de sair de tal condição social. O programa Brasil Sem Miséria, iniciado em 2011, caracteriza-se por uma política intersetorial de redução da pobreza extrema voltada para os 16,2 milhões de brasileiros residentes principalmente em áreas consideradas endêmicas para as doenças em eliminação.