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Data de Cadastro: 13/07/2012 as 18:31:53 alterado em 16/07/2012 as 17:04:39

GRIPE

MS divulga investigação parcial de óbitos em SC

A maior parte das pessoas apresentavam comorbidades e não foram medicadas com oseltamivir nas primeiras 48, conforme indicação do MS.

Balanço parcial da Investigação que está sendo realizado pelo Ministério da Saúde, no estado de Santa Catarina, sobre os casos e óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) - que tiveram confirmação laboratorial para a Gripe A/H1N1 - revelou a presença de comorbidades no perfil das vítimas. As principais doenças foram cardiopatias, pneumopatias, obesidade e diabetes, predominantemente entre pessoas do sexo masculino com idade entre 40 e 59 anos. De acordo com a investigação, as pessoas que faleceram iniciaram o tratamento tardiamente, com histórico de mais de um atendimento em serviço de saúde, antes da última internação.

A investigação conclui ainda, que em Santa Catarina, a metade das pessoas que vieram a óbito começou o tratamento com o antiviral oseltamivir com mais de cinco dias após o início dos sintomas. A medida que pode evitar agravamento dos casos e a ocorrência de óbitos, é o acesso rápido ao antiviral oseltamivir.

“A análise dos dados confirma que não há mudança no padrão de ocorrência da gripe. Se antes tínhamos indícios, agora temos informações concretas de que o tratamento, no momento adequado, ainda não está sendo adotado em todos os serviços”, explica o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.

O diretor ressalta que o oseltamivir precisa ser usado com mais rapidez para prevenir casos graves e óbitos por gripe. “Consideramos de fundamental importância que os profissionais sigam o Protocolo de Tratamento da Influenza, prescrevam e forneçam, o mais rápido possível, o antiviral”, reforçou o diretor.

Por outro lado, segundo Maierovitch, as pessoas também precisam se conscientizar da necessidade de procurar uma unidade de saúde o mais precocemente possível, aos primeiros sinais de sintomas da síndrome gripal. “A gripe é uma doença e tem tratamento gratuito nas unidades de saúde da rede pública. O tratamento com o antiviral, no momento certo, reduz o risco de agravamento da doença”, afirma o diretor.

ORIENTAÇÃO– Na maioria dos casos investigados, o retrato dos óbitos mostra que, quando o tratamento com o oseltamivir foi iniciado, a doença já tinha se agravado. O Protocolo de Tratamento da Influenza – 2011 atualizou os profissionais de saúde quanto ao tratamento dos casos de gripe, ratificando junto aos médicos a prescrição e orientação para o acesso rápido ao antiviral oseltamivir. A determinação é clara: o tratamento com o remédio deve ser iniciado o mais rápido possível, após os primeiros sintomas, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento, nas pessoas que apresentarem a síndrome gripal e fazem parte dos grupos vulneráveis para complicações - como gestantes, crianças pequenas, idosos, obesos e portadores de doenças crônicas. A síndrome gripal é identificada pela febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta.

Já os pacientes com síndrome gripal que não pertencem aos grupos de risco devem receber o medicamento imediatamente, caso apresentem sinais de agravamento, como falta de ar ou persistência da febre por mais de três dias. Para atingir sua eficácia máxima, o antiviral deve ser iniciado nas primeiras 48 horas após o início da doença. Entretanto, mesmo ultrapassado esse período, o Ministério da Saúde indica a prescrição do medicamento.

ATENÇÃO- O Ministério da Saúde está monitorando os casos de influenza em todo o país desde o surgimento das primeiras notificações, inclusive, in loco, nas ocasiões em que as secretarias de estado solicitam apoio. A pedido do governo de Santa Catarina, desde o dia 15 de julho, o Ministério da Saúde deslocou equipe da Secretaria de Vigilância em Saúde para apoiar a Secretaria Estadual e secretarias municipais de saúde na investigação e análise dos casos e na elaboração de uma resposta efetiva. 

Para construir o perfil dos óbitos no estado, foram selecionadas as primeiras 28 mortes ocorridas neste ano até o dia 17 de junho em Hospitais de Santa Catarina. Foram revisados prontuários de atendimento e realizadas visitas domiciliares para complementação das informações, buscando identificar fatores associados ao quadro de agravamento.

As pessoas com doenças associadas fazem parte do grupo especial, por terem risco elevado de - ao contrair a gripe – apresentarem complicações que podem evoluir para o óbito. Por isso, a vacina é disponibilizada nas unidades de saúde públicas de todo o país.

 

Por Amanda Costa, da Agência Saúde – Ascom/MS
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