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Data de Cadastro: 24/01/2012 as 19:59:56 alterado em 24/01/2012 as 20:48:33

ACRE

Equipe do MS visita aldeias de Santa Rosa do Purus

Os profissionais de saúde percorrerão, em cinco dias, as aldeias que notificaram óbitos por Doença Diarreica Aguda (DDA)..

Uma equipe de profissionais do Ministério da Saúde vai percorrer as sete aldeias que tiveram de óbitos por doença diarreica aguda, em Santa Rosa do Purus, no Acre. Como o local é de difícil acesso, será utilizado um helicóptero, reduzindo o tempo necessário para a realização das visitas a cinco dias.

Os profissionais continuarão o atendimento e as ações de assistência à saúde dos indígenas, com ações como suporte nutricional e orientação para desinfecção da água. Além disso, serão coletadas amostras para realização de exames laboratoriais dos casos registrados.

A ação foi definida durante reunião na noite desta segunda-feira (23) entre o secretário Especial de Saúde Indígena, Antônio Alves, a secretária de Saúde de Santa Rosa, Francisca Souza, o chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Purus (DSEI), Raimundo Costa, o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, Gerson Severino da Silva Manchineli, e lideranças indígenas.

O anúncio faz parte do plano emergencial na região, que tem como foco 233 crianças indígenas, com até quatro anos de idade, que vivem nas aldeias Novo Repouso, Nova Família, Morada Nova, Nova Fronteira, Novo Marinho, Nova Moema e Canamary. O objetivo é evitar o adoecimento e o agravamento dos casos na localidade.

Investigação dos casos – Além das equipes de atendimento, uma equipe de investigação epidemiológica do Ministério da Saúde está em Santa Rosa do Purus para identificar o agente causador do possível surto, se há vínculo entre os óbitos e quais os fatores de risco. Na última segunda-feira (23), a equipe de trabalho apresentou o primeiro relatório parcial de investigação.

Dados preliminares apontam a ocorrência de 263 casos entre 23 de outubro do ano passado e 24 de janeiro deste ano. Dos 12 óbitos registrados até este terça-feira, três foram descartados como decorrentes do surto – dois laudos apontaram causas respiratórias para as mortes; outro foi de uma criança que vivia na região do município de Pauiní, no Amazonas, logo sem vínculo  epidemiológico com os casos de Santa Rosa do Purus.

 

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