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Data de Cadastro: 14/12/2011 as 16:39:01 alterado em 14/12/2011 as 16:57:43

HIPERTENSÃO E DIABETES

Acesso a medicamentos gratuitos cresce 264%

Mais que triplicou o número de diabéticos e hipertensos beneficiados, de janeiro a novembro. Em todo o período, quase 7 milhões de pacientes tiveram acesso aos medicamentos gratuitos

A ação Saúde Não Tem Preço – lançada em fevereiro pelo governo federal – está beneficiando cada vez mais brasileiros e ampliando o acesso ao tratamento de diabetes e hipertensão no Sistema Único de Saúde (SUS). O número de usuários do programa, que oferece 11 medicamentos, aumentou 264% nas mais de 20 mil empresas credenciadas distribuídas pelo país. Em janeiro, 853 mil pacientes de hipertensão e diabetes foram atendidos pelo programa, enquanto que, em novembro, o número saltou para 3.102.847. Em todo o período, foram beneficiados quase 7 milhões de pessoas. (Confira tabela abaixo)

“Os números mostram que o brasileiro está mais e melhor assistido para o tratamento dessas doenças prevalentes na população, e diretamente relacionadas aos novos hábitos de vida do brasileiro”, observa o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A quantidade de hipertensos beneficiados aumentou 300%, de 658 mil em janeiro para 2,6 milhões em novembro. Já o número de diabéticos beneficiados aumentou 214%, passando de 306 mil para 963 mil no mesmo período. Antes da criação do Saúde Não Tem Preço, os produtos eram oferecidos com até 90% de desconto nas drogarias e farmácias credenciadas ao “Aqui Tem Farmácia Popular”.

CRESCIMENTO –A região Norte apresentou maior crescimento no número de beneficiados em relação ao restante do país, desde janeiro: 882%, passando de 7.713 para 75.704. O percentual foi estimulado principalmente pelo estado de Roraima que teve 15.400% de aumento passou de 23 para 3.565 pacientes atendidos.

Destaque também para a região Centro-Oeste, onde o número de beneficiados cresceu 738% desde o início do ano, passando de 23.299 para 195.151 no mesmo período. No Nordeste, o programa apresentou 483% de crescimento – 57.895 em janeiro para 337.302 em novembro. Já nas regiões Sul e Sudeste o crescimento foi, respectivamente, de 327% e 203%.

“O acesso à saúde está cada vez melhor distribuído pelo país, sem prejuízo de qualquer região. O significativo crescimento do Saúde Não Tem Preço na região Norte e Centro-Oeste mostra que a assistência farmacêutica está se ampliando de maneira equilibrada no Brasil, chegando a todos os brasileiros”, afirma o ministro Padilha.

DOENÇAS –A hipertensão arterial atinge 23,3% da população adulta brasileira (maiores de 18 anos), de acordo com o estudo Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2010, que considera o diagnóstico médico referido pelo entrevistado. Ainda pelo Vigitel, a diabetes atinge 6,3% da população adulta, sendo maior em mulheres (7%) do quem em homens (5,4%).

O “Saúde Não Tem Preço” tem promovido a ampliação do programa Aqui Tem Farmácia Popular como um todo. Além dos medicamentos gratuitos para diabetes e hipertensão, o programa oferece outros 14 produtos com 90% de desconto, para o tratamento de asma, incontinência, osteoporose, rinite, colesterol, doença de Parkinson, glaucoma e os anticoncepcionais. O número de pessoas atendidas pelo programa cresceu 201% de janeiro a novembro, saltando de 1,2 milhões para 3,8 milhões.

ORIENTAÇÕES AOS USUÁRIOS –Para obter os produtos disponíveis no Saúde não Tem Preço, o usuário precisa apresentar CPF, documento com foto e receita médica, que é exigida pelo programa como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando o uso racional de medicamentos e a promoção da saúde.

Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas e comunicadas ao Ministério da Saúde – pelos estabelecimentos credenciados ou pelos usuários do programa – por meio do Disque-Saúde (136) como também pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.

Os medicamentos gratuitos para hipertensão e diabetes são identificados pelo princípio ativo, que é a substância que compõe o medicamento. Os itens disponíveis são informados pelas unidades do programa, onde os usuários podem ser orientados pelo profissional farmacêutico. É ele que deverá informar, ao usuário, o princípio ativo que identifica o nome comercial do medicamento (de marca, genérico ou similar) prescrito pelo médico.

Por Bárbara Semerene e Priscila Costa e Silva, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
(61) 3315-2918, 3315-3533 e 3315-3580

Número de pacientes atendidos – Janeiro a Novembro

REGIÃO

ESTADO

01/2011

11/2011

Total no Período

Variação Jan/Nov (%) por UF

Variação Jan/Nov (%) por Região

CENTRO-OESTE

Total Centro-Oeste

23.299

195.151

434.638

-

738%

DF

6.074

37.188

97.082

512%

GO

12.355

99.428

209.482

705%

MS

2.908

31.768

72.317

992%

MT

1.964

26.824

58.057

1266%

NORDESTE

Total Nordeste

57.895

337.302

755.404

-

483%

AL

2.079

14.607

36.503

603%

BA

5.756

63.642

160.514

1006%

CE

8.068

64.073

140.239

694%

MA

1.022

13.973

34.270

1267%

PB

5.669

47.415

94.102

736%

PE

13.586

55.662

124.546

310%

PI

1.654

13.594

28.125

722%

RN

17.429

53.810

112.114

209%

SE

2.658

10.570

27.882

298%

NORTE

Total Norte

7.713

75.704

178.455

-

882%

AC

112

514

1.500

359%

AM

14

181

932

1193%

AP*

0

82

428

173%

PA

3.809

40.307

96.095

958%

RO

2.572

22.483

51.372

774%

RR

23

3.565

8.288

15400%

TO

1.184

8.562

19.964

623%

SUDESTE

Total Sudeste

621.079

1.883.896

4.361.059

-

203%

ES

25.841

82.900

206.362

221%

MG

193.940

526.714

1.298.430

172%

RJ

166.281

470.629

1.150.170

183%

SP

235.165

803.990

1.727.613

242%

SUL

Total Sul

143.358

611.588

1.270.698

-

327%

PR

49.560

172.480

372.970

248%

RS

78.593

328.415

663.758

318%

SC

15.250

110.808

239.183

627%

Total Brasil

853.181

3.102.847

6.973.406

264%

 

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