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Perguntas e Respostas Campanha Nacional Vacinação

 

 

Perguntas e Respostas
Campanha Nacional para atualização da caderneta de vacinação infantil


 
1) O que é a campanha de atualização da caderneta de vacinação?
 
É uma estratégia que oferece à população alvo, em um único momento, várias vacinas, com o objetivo de melhorar a cobertura vacinal da população. A medida visa à diminuição do risco de transmissão de doenças imunopreveníveis, assim como à redução das taxas de abandono do esquema vacinal. 
 
2) A campanha acontece em todo o país?
 
Sim, a campanha será realizada, simultaneamente, em todos os estados e no Distrito Federal, no período de 18 a 24 de agosto de 2012. O dia “D” de divulgação e mobilização nacional ocorrerá em 18 de agosto. A ação acontece nos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), fixos e volantes.
 
3) Para quem é dirigida a campanha?
 
Em 2012, esta campanha será dirigida às crianças menores de 5 anos (4 anos 11 meses e 29 dias). Deste público, cerca de 14,1 milhões de crianças deverão ser levadas a um posto de vacinação para que a caderneta de saúde da criança seja avaliada e o esquema vacinal atualizado, de acordo com a situação encontrada.
 
4) Quais serão as vacinas disponíveis durante a campanha?
 
Estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico de vacinação da criança: BCG, Hepatite B, Pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), Rotavírus, Pneumocócica 10 valente, Meningocócica C conjugada, Febre amarela, Tríplice viral e DTP. 
 
5) Haverá apresentação de novas vacinas nesta campanha?
 
Sim, a partir de agora a vacina pentavalente e a vacina inativada poliomielite (VIP) passam a fazer parte do Calendário Básico de Vacinação.
 
6) O que é a vacina pentavalente?
 
A vacina pentavalente é injetável e reúne, em uma única aplicação, a proteção de duas vacinas distintas: a vacina contra a hepatite B e a tetravalente, que deixa de ser ofertada e protege contra difteria, tétano, coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b. A vacina pentavalente será administrada aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro reforço deverá ser administrado aos 12 meses e o segundo reforço aos quatro anos de idade. Os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatibe B nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 12 horas, para prevenir a transmissão vertical. Ou seja, há uma dose da vacina hepatite B (monovalente) cujo público alvo são as crianças com até 30 dias de vida, bem como outras crianças que já tinham esquema completo para tetravalente, mas não tinham para a Hepatite B. Portanto, a vacina Hepatite B deve continuar sendo mencionada.
 
7) Qual a diferença entre as vacinas oral e injetável contra a poliomielite?
 
A vacina oral poliomielite (VOP) é uma vacina viva atenuada, administrada por via oral, segura, eficaz, induz imunidade duradoura contra os três tipos de poliovírus, capaz de competir com a circulação do vírus selvagem, interrompendo abruptamente a cadeia de transmissão da doença. Ao circular pela comunidade, nos comunicantes dos vacinados, promove imunização coletiva. A vacina inativada poliomielite (VIP) é administrada por via injetável, é segura, eficaz, desencadeia uma excelente resposta imune contra os três tipos de poliovírus.
 
8)  Por que a mudança da vacina de gotinhas para a injetável?
 
Porque o Brasil já está se preparando para a utilização apenas da vacina inativada quando houver a erradicação da poliomielite no mundo, momento em que será recomendado apenas o uso da vacina injetável. Essa vacina será incluída na vacina pentavalente junto com a vacina meningocócica C (conjugada), transformando-se na vacina heptavalente. Os laboratórios Bio-Manguinhos, Butantan e Fundação Ezequiel Dias-FUNED estão desenvolvendo este projeto. A previsão é que a vacina heptavalente esteja disponível no Programa Nacional de Imunizações (PNI) dentro de quatro a cinco anos. 
 
9) Até quando haverá a vacina de gotinhas?
 
Enquanto a pólio não for erradicada no mundo, o Ministério da Saúde continuará a utilizar a vacina oral poliomielite (VOP), pois ainda existem três países (Nigéria, Afeganistão e Paquistão) endêmicos para a doença. As doses da VOP visam à manutenção da imunidade populacional (de rebanho) contra o risco potencial de introdução de poliovírus selvagem através de viajantes oriundos de localidades que ainda apresentam casos autóctones (casos originários no próprio país onde estas pessoas vivem) da poliomielite, por exemplo.
 
10) Qual será a diferença do calendário de vacinação com a vacina injetável?
 
Antes a criança recebia a vacina oral poliomielite (VOP) em todo o esquema vacinal, aos 2 meses (primeira dose), 4 meses (segunda dose), 6 meses (terceira dose) e aos 15 meses (reforço). Agora, nas duas primeiras doses (2 e 4 meses de idade) a criança receberá a vacina inativada poliomielite (VIP) e na terceira dose (6 meses) e no reforço (15 meses) receberá a VOP. Criança menor de 5 anos de idade que iniciou esquema com VOP deverá completar o esquema com a mesma vacina. Criança menor de 5 anos que ainda não iniciou esquema com VOP deverá seguir o esquema sequencial.
 
11)  Quem tomou as gotinhas na campanha de 2012 pode tomar a vacina injetável?
 
Se a criança, no momento da campanha, tinha até 1 mês e 29 dias de vida, recebeu as duas gotinhas da vacina oral poliomielite (VOP) e for começar agora o esquema vacinal, deverá fazer a sequência com VIP/VOP, ou seja, o novo esquema com a vacina injetável. No entanto, se a criança já tiver iniciado o esquema vacinal válido com a VOP (oral), independente de ter tomado as duas gotinhas na campanha, deverá completá-lo com a VOP, ou seja, com o esquema antigo.
 
12) Como fica o novo esquema sequencial VIP/VOP? 
 
A partir de agosto, as crianças que nunca foram vacinadas contra a paralisia infantil irão tomar a primeira dose aos dois meses e a segunda aos quatro meses, com a vacina poliomielite inativada, de forma injetável. Já a terceira dose (aos seis meses) e o reforço (aos 15 meses) continuam com a vacina oral, ou seja, as duas gotinhas. A vacina oral continuará a ser disponibilizada nas campanhas de vacinação, por uma recomendação da Organização Mundial de Saúde, uma vez que o vírus da poliomielite ainda circula por diversos países. 
 
13) Só toma a VIP, nesse momento, quem está começando o esquema dessa vacina?
 
Sim. A vacina será oferecida à criança que estiver iniciando o esquema vacinal. Se ela já tiver iniciado com a vacina oral poliomielite (VOP), deverá completá-lo com a VOP. 
 
14) O Zé Gotinha vai se “aposentar”? 
 
Não. Enquanto existir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Zé Gotinha jamais será esquecido, pois representa todo o PNI, suas estratégias, a força de trabalho das três esferas de gestão e os serviços que o SUS oferece inerente às imunizações. Ele não é um símbolo somente das campanhas de vacinação contra a poliomielite. Zé Gotinha continuará a representar todo o Programa.
 
15)  Como serão as campanhas de vacinação este ano?
 
A Campanha Nacional de Vacinação contra Poliomielite foi realizada com o Dia D de Mobilização Nacional em 16 de junho. Nessa data, todas as crianças de zero a menores de cinco anos foram vacinadas da mesma forma como nos anos anteriores: receberam as duas gotinhas. Agora, entre 18 e 24 de agosto, acontecerá a campanha para atualização da caderneta de vacinação, quando haverá revisão e atualização dos cartões de vacina das crianças de zero a menores de cinco anos (4 anos 11 meses e 29 dias). Não é uma continuação da campanha contra a poliomielite.
 
16) Os estados e municípios estarão abastecidos com vacinas suficientes?
 
Sim. As vacinas oferecidas serão as mesmas da rotina, mas houve um aumento de cerca de 38%, de uma remessa mensal de 9.816.500 para 13.530.540 neste mês de agosto. Para a operacionalização desta campanha, serão disponibilizados recursos financeiros do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos das SES e SMS, estimados em torno de R$ 18,6 milhões, de acordo com a Portaria n° 535 de 28 de março de 2012, que aprova os critérios para o financiamento de Campanhas Nacionais de Vacinação.
 
17) É a primeira vez que o Brasil realiza a campanha de atualização?
 
A última campanha de atualização que o país realizou foi em 2006. No entanto, cada estado, de acordo com sua capacidade instalada, organização de equipes e recursos para oferecer todas as vacinas disponíveis, aproveitava-se do momento de chamamento da campanha de pólio para fazer a atualização. Portanto, muitos estados realizam a campanha há muito tempo. 
 
18) A criança que não tem cartão de vacinação deve ir ao posto? 
 
Sim. A oportunidade para atualizar o esquema vacinal das crianças não deve ser perdida. Como é uma campanha seletiva, o ideal seria a mãe ir ao posto que regularmente vacina seus filhos. De acordo com a situação do município, o profissional de saúde deve avaliar cada caso.
 
19) Se a criança tiver mais de cinco anos e a mãe não se lembrar se vacinou a criança para todas as indicações, como proceder?
 
Esta campanha, como nos anos anteriores, é voltada para as crianças menores de 5 anos. No entanto, devemos aproveitar as oportunidades para atualizar as vacinas atrasadas de nossas crianças. Portanto, em crianças acima da idade indicada, deverão ser feitas todas as tentativas de resgatar onde esta criança tem registradas doses anteriores. Caso não haja comprovação anterior, ela deverá receber todas as vacinas atribuídas a sua faixa etária. 
 
20) Durante a campanha haverá a distribuição da suplementação de vitamina A?  
 
Sim. Durante a campanha de atualização de agosto, os municípios da Região Norte e Nordeste, além de 191 municípios do Vale do Jequitinhonha e Mucuri, administrarão o suplemento de Vitamina A para crianças de seis a 59 meses. A ampliação gradativa e escalonada da cobertura do ‘Vitamina A Mais’ é uma das iniciativas da área da saúde que compõem a Ação Brasil Carinhoso. Ainda em 2012, os municípios prioritários do Plano Brasil Sem Miséria também administrarão o suplemento de vitamina A na rotina das Unidades Básicas de Saúde.
 
21) O que é o ‘Vitamina A Mais’?
 
O ‘Vitamina A Mais’ (Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A) é um programa do Ministério da Saúde, em execução desde 2005, que busca prevenir a deficiência nutricional de vitamina A em crianças de seis a 59 meses e em mulheres no pós-parto imediato. 
 
22) Todo o Brasil será atendido?
 
Além dos municípios já participantes, a meta é atingir, até o fim deste ano, 100% dos municípios prioritários do Plano Brasil sem Miséria, 100% dos municípios da região Norte, e 100% dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas.
 
23) Com a ampliação do ‘Vitamina A Mais’ na campanha, quantas crianças serão beneficiadas?
 
O salto quantitativo será de 2.048 municípios (aproximadamente 5 milhões de crianças menores de cinco anos) para 2.434 municípios. A Ação Brasil Carinhoso, integrante do Plano Brasil sem Miséria, lançada em 14 de maio deste ano, beneficiará mais de dois milhões de famílias que vivem na extrema pobreza e têm filhos com até seis anos de idade. Até o final do ano, 3.034 municípios do Brasil Sem Miséria também participarão.
 
24)   Como será realização a ação?
 
Crianças de seis a 59 meses, dos municípios participantes do programa, devem receber, a cada seis meses, a suplementação de vitamina A na rotina dos serviços de saúde ou durante as campanhas de imunização. O Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A integra também as ações da Rede Cegonha, configurando um grande esforço do Ministério da Saúde para cumprir uma das metas prioritárias do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2012-1015.
 
25) Por que a suplementação da vitamina A é importante?
 
A prevalência de deficiência de vitamina A em brasileirinhos e brasileirinhas ainda é uma situação preocupante, que necessita de intervenções específicas. A suplementação de vitamina A é considerada uma estratégia de baixo custo e fácil aplicação, com alta efetividade, ajudando na prevenção e controle da hipovitaminose A, assim como na redução da morbidade e mortalidade infantis. Já foi demonstrado que a suplementação da vitamina A pode reduzir em 24% a mortalidade infantil por todas as causas, reduzir a mortalidade infantil por diarréia em 28%, reduzir em 45% a mortalidade em crianças HIV positivo e reduzir a gravidade de infecções. A ação é fundamental para o crescimento e desenvolvimento das crianças brasileiras.
 
 

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