Script de estatística do portal - depende da habilitação de javascript.

Ministério da Saude SUS Governo Federal

O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

Bloco G - Esplanada dos Ministérios, Brasília - DF 70058-900 Telefone:(61) 3315-2425 | Disque 136 Ouvidoria Geral do SUS Horas: quinta-feira 08:00 – 18:00

Portal da Saúde

Informes de Febre Amarela:

Veja aqui todos os informes de Monitoramento dos casos e óbitos de febre amarela no Brasil

 

Situação Epidemiológica no Brasil

A série histórica do número de casos humanos confirmados de febre amarela silvestre no Brasil apresenta aspecto irregular, com tendência estacionária, marcada por períodos endêmicos, caracterizados por casos isolados em indivíduos não vacinados, geralmente na região amazônica, intercalados por períodos epizoóticos e/ou epidêmicos, quando o vírus afeta principalmente populações de áreas com baixas coberturas vacinais, geralmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do país, como ocorreu no último período epidêmico registrado entre 2007 e 2009 (Figura 1).


Figura 1. Série histórica do número de casos humanos confirmados de febre amarela silvestre e a letalidade no Brasil, 1980 a 2016.

Entre julho/2014 e dezembro/2016, período de reemergência do vírus da febre amarela na região extra-amazônica, foi confirmado um total de 15 casos humanos, com locais prováveis de infecção (LPI) em: Goiás [9], Pará [2], Mato Grosso do Sul [1], São Paulo [2], Amazonas [1]. No mesmo período, 49 epizootias de primatas não humanos (PNH) confirmadas para febre amarela foram registradas em: São Paulo [16], Goiás [12], Distrito Federal [8], Tocantins [7], Minas Gerais [5] e Pará [1] (Tabela 1).

Tabela 1. Casos humanos e epizootias de primatas não humanos (PNH) notificados e confirmados para Febre Amarela de acordo com o local provável de infecção. Brasil, julho/2014 – dezembro/2016.


Destaca-se que a ocorrência de casos humanos foi compatível com o período sazonal da doença (Figura 2). Entretanto, a ocorrência de epizootias de PNH em períodos considerados de baixa ocorrência indica que as condições para a transmissão do vírus da febre amarela estão favoráveis, ressaltando a necessidade de ações e esforços adicionais de vigilância, prevenção e controle.


Figura 2. Distribuição dos casos humanos e epizootias de primatas não humanos (PNH) confirmados para Febre Amarela, por semana epidemiológica de início de sintomas ou ocorrência, Brasil, julho/2014 – dezembro/2016.

A maior parte dos eventos foi inicialmente registrada na região Centro-Oeste, onde o vírus reemergiu a partir de julho de 2014. Posteriormente, foi observada a dispersão da transmissão nos sentidos sul e sudeste do país, quando afetou o estado de Minas Gerais, com registro de cinco epizootias de PNH confirmadas até o momento.

A região mais recentemente afetada por focos de febre amarela foi a região Sudeste do país (Figura 3). Em março de 2016, um óbito foi confirmado no município de Bady Bassitt, em São Paulo. A partir de então, o número de epizootias de PNH notificadas no estado aumentou, sendo que até o momento (SE-52/2016) 16 foram confirmadas para Febre Amarela. Os municípios de SP com epizootias confirmadas são: São José do Rio Preto [1], Ibirá [1], Potirendaba [1], Pindorama [2], Adolfo [1], Catanduva [2], Jaboticabal [2], Monte Alto [1], Cajobi [1], Severínia [2] e Catiguá [2]. O último evento confirmado foi um óbito humano em Ribeirão Preto (dezembro/2016). A intensa circulação viral detectada na região indica a dispersão do vírus e a manutenção da transmissão ativa já no início do período sazonal (Figura 4).




Figura 3. Distribuição geográfica dos casos humanos e epizootias em primatas não humanos (PNH) confirmados para Febre Amarela, por município do local provável de infecção (LPI). Brasil, julho/2014 – dezembro/2016.


Figura 4. Distribuição geográfica do caso humano e epizootias em primatas não humanos (PNH) confirmados para Febre Amarela, por município do local provável de infecção (LPI). São Paulo, 2016.

Áreas com evidência de circulação viral e a intensificação da vigilância no Brasil

Considerando a aproximação do período sazonal da doença no verão entre 2016 e 2017 e a reemergência do vírus na região extra-amazônica a partir de 2014, todas as unidades federadas devem ampliar a vigilância por meio da notificação de todo evento suspeito (Casos humanos e epizootias de PNH) em até 24 horas, acompanhada da investigação oportuna (em até 48 hora); visando a detecção precoce e a resposta coordenada dos serviços de saúde publica.

Para efeito de intensificação da vigilância, controle e imunização, os municípios com evidência de circulação do vírus (caso humano/epizootia confirmada) são classificados como “área afetada”, e os municípios limítrofes são classificados como “área ampliada” (Figura 5). Para essas duas áreas, são recomendadas as seguintes medidas de vigilância e controle a partir da suspeita:

  • Intensificar a vigilância de casos humanos e epizootias em PNH, notificando e investigando os eventos suspeitos oportunamente;
  • Realizar busca ativa de indivíduos sintomáticos nas áreas de LPI e imediações;
  • Orientar o sistema de saúde regional e alertar para estratégias alternativas para detecção de casos por meio de estratégias que incluam:
    • Vigilância de Síndromes febris agudas com icterícia e/ou hemorragia;
    • Núcleos de Vigilância epidemiológica hospitalar, e;
    • Investigação de óbitos humanos sem causa conhecida
  • Realizar busca ativa de PNH doentes ou mortos nas áreas de LPI e imediações;
  • Realizar investigação e a obtenção de amostras para o diagnostico etiológico;
  • Realizar investigação entomológica, quando indicado;
    • (Vide páginas X e X1, disponível aqui)
  • Nos focos de regiões da Área Com Recomendação de Vacina (ACRV):
    • Realizar vacinação de bloqueio, seletiva: (i) vacinar pessoas ainda não imunizadas ou (ii) que foram vacinadas apenas uma vez na vida e há mais de 10 anos.
  • Nos focos de regiões de Área Sem Recomendação de Vacina (ASRV):
    • A vacinação de bloqueio deve ser analisada caso a caso e decidida em conjunto por todas as esferas de gestão do SUS (SMS, SES, SVS/MS), que levará em conta as evidências que demonstrem a transmissão ativa; o cenário epidemiológico e a avaliação de risco do evento.
  • Ampliar o controle vetorial urbano (Aedes aegypti), como estratégia adicional para reduzir o risco da transmissão urbana.


Figura 5. Distribuição geográfica das áreas Afetadas e Ampliadas para efeito de localização dos focos de transmissão da febre Amarela e intensificação das ações de vigilância, prevenção e controle no Brasil, de julho de 2014 a dezembro de 2016.

Mais informações podem ser obtidas nos sites oficiais do Ministério da Saúde, ou por meio dos endereços eletrônicos O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e/ou pelo telefone (61) 3213-8181.


Cenário internacional

América do Sul

Em 2016, três países relataram casos de febre amarela silvestre: Brasil, Peru e Colômbia, com região afetada principalmente na região amazônica (figura 6). No Brasil, foram confirmados seis casos humanos. Na Colômbia, foram registrados 12 casos, sendo 7 confirmados por laboratório e cinco prováveis, procedentes de Antioquia, Amazonas, Guainía, Meta, Vaupés e Vichada. Já no Peru, 82 casos de febre amarela silvestre foram registrados, dos quais 66 foram confirmados e 16 classificadas como prováveis. Dos 25 departamentos do Peru, foram relatados casos em 9, sendo o departamento de Junín o que apresentou o maior número de casos (n=54).


Figura 5. Distribuição geográfica das áreas com registro de casos humanos de febre amarela na Colômbia, 2016.

Fonte: Pan American Health Organization / World Health Organization. Epidemiological Update: Yellow Fever. 14 Dec, Washington, D.C.: PAHO/WHO; 2016. Disponível em: http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_docman&task=doc_view&Itemid=270&gid=37319&lang=es


África

Em Angola, uma epidemia de FA urbana (transmitida por Aedes aegypti) acometeu o país a partir de dezembro/2015. Até 22/09/2016, 4143 casos suspeitos foram notificados, com 373 óbitos, e 884 foram confirmados laboratorialmente (Figura 7). Os casos foram registrados em 16 das 18 províncias do país, das quais 12 registraram transmissão autóctone. O último caso de transmissão urbana teve início dos sintomas em junho/2016. Casos importados de Angola foram registrados em outros 3 países da África e Ásia (República Democrática do Congo [57], Quênia [2] e República Popular da China [11]). Além do registro de casos importados de Angola na República Democrática do Congo (RDC), 13 casos autóctones foram registrados no país. O último caso de transmissão urbana confirmado teve início dos sintomas em julho/2016. Em Uganda, 7 casos foram confirmados, sem relação com a transmissão em Angola.


Figura 6. Distribuição geográfica das áreas com registro de casos humanos de febre amarela na África, 2016.

Fonte: World Health Organization. Situation Report: Yellow Fever. 30 Sep, Geneva: WHO; 2016. Disponível em: http://who.int/emergencies/yellow-fever/situation-reports/30-september-2016/en/.


Recomendações para a vigilância epidemiológica

Entre os eventos recentes, destaca-se a ocorrência da FA em regiões turísticas de Goiás e Mato Grosso do Sul e em áreas do Pará, Tocantins, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo (Figura 4). A proximidade com áreas urbanizadas e a elevada densidade populacional (residente e transiente/viajante) nesses locais colocam em alerta os sistemas de vigilância, e suscitam a intensificação das ações de vigilância em toda a Área Com Recomendação de Vacina (ACRV), sobretudo nas regiões com evidência recente de circulação viral, além da vacinação preventiva de viajantes com destino aos locais de foco além dos indivíduos não imunizados moradores da ACRV.
Nesse contexto, recomenda-se:

  • Alertar a rede de serviços do SUS para ampliar e intensificar a vigilância de casos e epizootias suspeitos;
  • Notificar oportunamente os eventos suspeitos ao MS, pelo meio mais rápido: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e/ou telefone (61) 3213-8181;
  • Realizar busca ativa de indivíduos sintomáticos no local provável de infecção (LPI) e colher amostras para diagnóstico laboratorial;
  • Realizar busca de evidências de PNH e epizootias no LPI e outras localidades;
  • Realizar investigação entomológica como estratégia de atribuição de causa por vínculo epidemiológico nos eventos suspeitos sem amostras disponíveis;
  • Alertar a população (residentes e viajantes) sobre o risco nas áreas com transmissão;
  • Ampliar a oferta da vacina e as coberturas vacinais nos municípios da ACRV, a fim de prevenir a ocorrência de casos humanos e surtos;
  • Orientar viajantes com destino à ACRV sobre a importância da vacinação preventiva (pelo menos 10 dias antes da viagem para primovacinados), sobretudo àqueles que pretendem realizar atividades em áreas silvestres, rurais ou de mata;
  • Ampliar o controle vetorial urbano (Aedes aegypti), como estratégia adicional para reduzir o risco da transmissão urbana, principalmente nos municípios afetados.

Mais informações podem ser obtidas nos sites oficiais do Ministério da Saúde, ou por meio dos endereços eletrônicos O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e/ou pelo telefone (61) 3213-8181.

Saiba mais em:

Febre Amarela:
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9612&Itemid=504

Saúde baseada em evidências
Disque Saúde - Ouvidoria Geral do SUS
Ministério da Saúde - Governo Federal - Brasil