Script de estatística do portal - depende da habilitação de javascript.

Ministério da Saude SUS Governo Federal

O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

Bloco G - Esplanada dos Ministérios, Brasília - DF 70058-900 Telefone:(61) 3315-2425 | Disque 136 Ouvidoria Geral do SUS Horas: quinta-feira 08:00 – 18:00

Portal da Saúde

População deve reforçar hábitos de higiene e ter atenção especial com crianças e idosos. Alerta também enfoca os riscos de tomar remédio por conta própria e a necessidade de procurar um serviço de saúde ao surgirem sintomas

Desde o início da semana, o país tem registrado temperaturas baixas em quase todas as regiões. A previsão para os próximos dias, de acordo com Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, é de muito frio. Com as temperaturas em queda, a população deve ficar atenta, pois durante o inverno é comum o aumento das doenças respiratórias transmissíveis, como gripes e resfriados. A queda de temperatura, o ar mais seco e a maior concentração de pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação dos diversos tipos de vírus respiratórios, como os vírus influenza, que causam gripe – tanto a gripe comum, também chamada de influenza sazonal, quanto a gripe H1N1, que surgiu no mundo em 2009.

No Brasil, o aumento de casos de gripe geralmente ocorre entre os meses de maio e outubro. Porém, esse período varia de acordo com a região. “Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é que o número de casos aumente entre abril e junho, meses mais chuvosos. Já no Sul e Sudeste, que têm invernos mais rigorosos, os casos se concentram de junho a outubro”, explica Marcia Carvalho, Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

De acordo com dados preliminares do Sistema de Vigilância-Sentinela de Influenza do Ministério, na primeira semana de junho deste ano, já foi observado, em todo o país, um aumento no número de atendimentos por síndrome gripal. O conjunto de sintomas que costumam aparece em pacientes com gripe – como febre, tosse e dor de cabeça, entre outros – foi responsável por aproximadamente 15% do total de atendimentos nas 62 unidades de saúde responsáveis por monitorar os casos de influenza em todo o país.

Veja abaixo informações sobre a gripe e as principais orientações para as pessoas com sintomas da doença. Entre elas, estão recomendações para reforçar hábitos de higiene, atenção especial com crianças e idosos, os riscos de tomar remédio por conta própria e a necessidade de procurar o serviço de saúde mais próximo quando surgirem sintomas.

O QUE É GRIPE – A gripe é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus influenza e tem como principais sintomas febre (em geral acima de 37 graus), congestão nasal, tosse, dor de garganta, dores musculares, dores nas articulações e coriza. Os sintomas costumam se manifestar entre dois e três dias após o contágio e duram, em média, uma semana.

A gripe é uma infecção autolimitada, ou seja, que resulta em cura completa devido à reação do próprio organismo ao vírus. Por isso, na maioria das vezes, a pessoa se recupera rapidamente, mesmo sem medicamentos. No entanto, há casos em que a gripe manifesta-se de forma mais grave, exigindo inclusive internação hospitalar.

Febre alta permanente e dificuldade para respirar são sintomas que podem indicar o agravamento do quadro do paciente, principalmente se isso ocorrer nos grupos considerados de maior risco para influenza – como pessoas menores de 2 anos e maiores de 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas (no coração, pulmão, fígado, rins, sangue e outros órgãos), diabéticos, hipertensos, transplantados, pessoas com baixa imunidade ou em tratamento de aids e câncer.

TIPOS DE VÍRUS – Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os dois primeiros, por sofrerem mais mutações (alterações na estrutura genética, que podem deixá-lo mais agressivo, por exemplo), respondem pelas formas mais graves da gripe, sendo que o vírus do tipo A é geralmente o responsável por provocar as epidemias e pandemias, como é o caso da gripe H1N1. O vírus do tipo C é o mais leve.

TRANSMISSÃO – O vírus influenza pode começar a ser transmitido até um dia antes do início dos sintomas, sendo que o período de transmissão dura sete dias, em adultos, e até 14 dias, em crianças. A forma mais comum de transmissão é a direta, entre pessoas, por meio de gotículas de saliva expelidas ao falar, tossir e espirrar. A outra forma é a indireta, por meio das mãos que, após tocarem superfícies contaminadas por secreções de pessoas doentes, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Por isso, hábitos simples de higiene são tão importantes para prevenção (leia mais abaixo), uma vez que o vírus permanece vivo no ambiente por até 72 horas e, em superfícies como corrimões, maçanetas e torneiras, por até 10 horas.

RESFRIADO E RINITE – Mais leve e menos demorado, o resfriado frequentemente é confundido com gripe. Embora parecidos, os sintomas do resfriado são mais brandos e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Em geral, as pessoas apresentam tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa (até 37 graus).

O resfriado também é uma infecção viral e pode ser causa por diversos tipos de vírus. Os mais comuns são o rinovírus, os vírus parainfluenza e o Vírus Sincicial Respiratório – este último, geralmente, acomete mais as crianças. As mesmas medidas preventivas usadas para gripe, como os hábitos de higiene (leia abaixo), também devem ser adotadas para prevenir resfriados.

Outra doença que também tem sintomas parecidos e que pode ser confundida com a gripe é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alérgenos (substâncias que causam alergia), como poeira, pêlos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

HÁBITOS DE HIGIENE – Adotar hábitos simples de higiene – como lavar as mãos frequentemente, não compartilhar objetos pessoais se estiver com sintomas de gripe e cobrir boca e nariz com lenço descartável ao tossir e espirar – é um modo eficaz de prevenir gripes e resfriados. “Usar água e sabão para lavar as mãos e limpar os ambientes é uma forma barata e eficaz de prevenção e deve ser adotada por toda a população”, recomenda a Coordenadora de Vigilância de Doenças de Transmissão Respiratória do Ministério da Saúde, Márcia Carvalho. A especialista explica que lugares úmidos e frios favorecem a multiplicação do vírus. Por isso, manter os ambientes ventilados e iluminados com luz solar também ajuda na prevenção.

CRIANÇAS E IDOSOS – Os cuidados de higiene devem ser redobrados com crianças e idosos. Para os pequenos, principalmente no ambiente escolar, recomenda-se que, além de incentivar a lavagem das mãos, os brinquedos e objetos de uso comum sejam lavados com água e sabão ou higienizados com álcool gel a 70%. Nas creches, também é importante evitar que as crianças durmam muito próximas. A distância ideal entre elas é de um metro. Já para os idosos, o perigo está nas complicações advindas com a gripe como a pneumonia e agravamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

TRATAMENTO – Ao surgirem sintomas de gripe, resfriado ou rinite, o Ministério da Saúde recomenda que as pessoas procurem o serviço de saúde mais próximo e não tomem medicamentos por conta própria, como os antigripais. A automedicação pode mascarar sintomas, contribuir para o agravamento da doença e dificultar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico.

“Ao tomar medicamentos por conta própria, alguns sintomas podem desaparecer temporariamente, mas isso não quer dizer que o doente esteja curado. Além disso, esses medicamentos tratam apenas os sintomas e não são eficazes no combate do vírus/, alerta Márcia Carvalho. É importante lembrar que uma boa alimentação, repouso e, principalmente, beber muito líquido são medidas fundamentais para uma boa recuperação.

A GRIPE H1N1 – No caso da gripe H1N1, cujos sintomas são os mesmos de uma gripe comum, o tratamento específico com o antiviral fosfato de oseltamivir está indicado apenas para pacientes graves ou com fatores de risco para agravamento da doença. O medicamento não está indicado para tratar pacientes com sintomas leves de gripe e só pode ser vendido com retenção de receita médica.

A prescrição deve ser feita por um médico, a partir da avaliação do quadro clínico do doente. São considerados casos graves os pacientes que têm febre, tosse e dificuldade para respirar; e os principais fatores de risco são gravidez e doenças crônicas.

Para 2010, o Ministério da Saúde já distribuiu a todos os estados um total de 1,9 milhão de tratamentos do medicamento para tratar da gripe H1N1 — quantidade suficiente para tratar 38 vezes mais o número de casos graves de todo ano passado (48.978). As Secretarias Estaduais de Saúde são responsáveis pela distribuição aos municípios. Além disso, o Ministério da Saúde mantém estoque de 20 milhões de tratamentos para eventuais novas distribuições aos estados.

IMUNIZAÇÃO – A vacinação é uma das formais mais eficazes de prevenção contra diversas doenças, inclusive a gripe. Desde 1999, o Sistema Único de Saúde realiza anualmente campanhas de vacinação contra a gripe comum para os idosos, o grupo com maior risco de agravamento da doença. A vacinação de idosos, seguindo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), tem o objetivo de reduzir óbitos e internações causadas pela gripe.

No caso da gripe H1N1, o Ministério da Saúde realizou este ano a maior vacinação já ocorrida no mundo, imunizando mais de 85 milhões de pessoas, de acordo com os dados informados pelos estados e municípios até 01 de julho, o que representa 44% da população brasileira. O número coloca o Brasil na condição de país que mais vacinou em relação à população total, com um índice superior ao de países como Estados Unidos (26%), México (24%), Suíça (17%), Argentina (13%), Cuba (10%), França (8%) e Alemanha (6%).

Seguindo as orientações da OMS, no Brasil foram vacinados os grupos mais vulneráveis às complicações e às mortes causadas pelo vírus H1N1: gestantes, doentes crônicos, adultos de 20 a 39 anos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos, além de trabalhadores de saúde e indígenas.

 

Outras informações
Atendimento à Imprensa

(61) 3315 3580 e 3315 2351

 

O 1º Seminário Nacional Controle da Tuberculose no Sistema Penitenciário, realizado em Brasília nos dias 15 e 16 de julho, apresentou uma série de propostas para fortalecer o controle da tuberculose e das co-infecções HIV/Aids e hepatites virais no sistema penitenciário. O encontro foi promovido pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Projeto Fundo Global – TB Brasil, e reuniu gestores estaduais e representantes de órgãos da esfera federal, da sociedade civil organizada e de organismos internacionais.

 No evento foram estabelecidos compromissos e recomendações de prevenção, diagnóstico e tratamento da tuberculose e co-infecções, nas esferas federal, estadual e municipal. Os participantes do encontro ressaltaram ainda a relevância de ações multidisciplinares e integradas entre justiça, saúde e a sociedade civil.

Entre as medidas consideradas mais eficazes para controlar a tuberculose no sistema penitenciário, quatro receberam ênfase especial: a avaliação da saúde dos detentos no momento de ingresso ao presídio; a identificação dos casos existentes; a importância de campanhas para informar a comunidade carcerária; e a necessidade de investimentos para melhorar a estrutura dos ambientes de reclusão, buscando evitar a superlotação e ampliar a ventilação e a iluminação das celas.

O seminário discutiu a valorização dos profissionais de saúde que trabalham nos estabelecimentos carcerários, tema que envolve não apenas um acréscimo na remuneração e nos benefícios, mas também a melhoria das condições de trabalho, a realização de concursos públicos específicos para a função e o aumento do número de funcionários e das iniciativas de capacitação.

Outra proposta tratada no encontro aborda as dificuldades burocráticas e administrativas que eventualmente atrasam o uso de recursos destinados para a saúde. O debate incluiu tópicos como a busca de novas formas de financiamento e maneiras de investir o dinheiro já disponível.

Os integrantes do evento também cobraram um número maior de estudos e estatísticas sobre os problemas de saúde enfrentados pelos presidiários. Com essas informações, seria possível definir com mais precisão as ações que são necessárias em cada região. Além disso, os participantes lamentaram o fato de muitas pessoas considerarem a saúde nos presídios um investimento secundário.

Todas as propostas serão reunidas em um documento e enviadas para entidades que, direta ou indiretamente, estão relacionadas ao controle da tuberculose no sistema penitenciário.

DESAFIOS - A tuberculose e as co-infecções são graves ameaças à população penitenciária. Em alguns estados, a taxa de incidência de tuberculose entre as pessoas privadas de liberdade chega a ser 35 vezes superior à da população em geral. Isso ocorre principalmente pela insalubridade e a superlotação dos espaços destinados ao cumprimento das penas.

A falta de informação é outro obstáculo enfrentado para o controle da doença. Isso pode levar ao estigma e preconceito, dificultando ainda mais a recuperação e a cura. Sabe-se que o paciente deixa de transmitir a doença após 15 dias de tratamento, não sendo necessário o isolamento. Não interromper o tratamento é uma das atitudes fundamentais para prevenir a transmissão da doença.

A tuberculose é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil e no mundo. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de dois milhões de pessoas morrem por ano vitimadas pela doença em todo o planeta. No Brasil, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) do Ministério da Saúde registra, por ano, aproximadamente 70 mil novos casos e 4,5 mil óbitos, números considerados elevados para uma enfermidade que tem cura e cuja tecnologia de diagnóstico e tratamento é acessível a todos.

OFICINAS - O Seminário Nacional de Controle da Tuberculose no Sistema Penitenciário encerrou um ciclo de Oficinas Regionais de Controle da Tuberculose no Sistema Penitenciário, realizadas entre abril e maio deste ano. O produto desses encontros foi um dos temas tratados nos debates.

As Oficinas Regionais foram organizadas pelo PNCT e pelo Fundo Global TB-Brasil, com o apoio e a participação direta da Área Técnica de Saúde no Sistema Penitenciário, do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde, além do Ministério da Justiça e do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime. Essas áreas compõem o GT–Prisões e tem trabalhado conjuntamente desde 2007.

As oficinas contaram com a participação de coordenadores dos Programas Estaduais de Controle da Tuberculose, coordenadores da saúde no sistema penitenciário das Secretarias de Saúde e de representantes do sistema penitenciário com atuação na área da saúde.

 Entre as finalidades das oficinas, destacaram-se: o estreitamento da relação entre os Programas Estaduais, o Sistema Penitenciário e a Área Técnica de Saúde do Sistema Penitenciário de cada Estado; o planejamento de ações de controle da tuberculose no sistema penitenciário; e a apresentação do capítulo do Manual de Normas do PNCT referente à população penitenciária publicado em Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, material produzido pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).
 
A primeira oficina, realizada entre 7 e 9 de abril, ocorreu no Ceará, para os estados da região Nordeste. A segunda, de 5 a 7 de maio, aconteceu em Belém, para os estados das regiões Norte e Centro-Oeste. A terceira, de 17 a 19 de maio, foi realizada no Rio de Janeiro, para os estados das regiões Sul e Sudeste.

O Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) promove quatro eventos com foco no controle da doença no país, de hoje (19) até sexta-feira (23), em Porto Alegre. Um deles será a Reunião Macrorregional Sul, que tem por objetivo avaliar as ações de controle e a situação da tuberculose nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Ainda em Porto Alegre serão realizados, semana que vem, a Reunião do Ponto 2 da Rede de Monitoramento e Avaliação em Tuberculose, e o 1º Seminário sobre Tuberculose e População de Rua. Uma outra atividade promovida pelo PNCT na capital gaúcha é a Reunião de Avaliação das Visitas de Monitoramento, que discutirá o trabalho desenvolvido por um grupo técnico que acompanha e analisa os programas de controle da tuberculose nos estados e municípios.

Todos os eventos ocorrerão no Hotel Plaza São Rafael, à Avenida Alberto Bins, 514, centro, das 8h às 18h.

INDICADORES - Durante a Reunião Macrorregional Sul, nos dias 19 e 20, representantes dos estados da região vão discutir os indicadores epidemiológicos e operacionais dos estados, que apresentam diferenças epidemiológicas bastantes significativas. Enquanto Porto Alegre é uma das capitais do Brasil com maior taxa de incidência de tuberculose, com ocorrência de cerca de 120 casos por grupo de 100 mil habitantes, Curitiba é uma das que tem o menor índice, cerca de 20 casos para cada 100 mil habitantes.

 Uma das pautas da reunião macrorregional será a integração entre os programas de controle da doença nos estados e municípios com a atenção básica, rede de laboratório, sistemas de informação e sociedade civil, além da descentralização de ações de enfrentamento à coinfecção entre tuberculose e HIV. Durante a Macrorregional também será apresentado o novo Manual do PNCT, que traz, entre diversos assuntos, as recomendações sobre o novo esquema terapêutico “4 em 1”, adotado desde o segundo semestre de 2009.

Nos dias 20 e 21 ocorrerá a Reunião do Ponto 2 da Rede de Monitoramento e Avaliação em Tuberculose, com as presenças de representantes dos estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Participarão membros de instituições governamentais e da sociedade civil que compõem os Comitês Metropolitanos desses dois estados. Um dos objetivos do evento é discutir a inclusão de novos estados na rede, a partir de 2011.

Na Reunião de Avaliação das Visitas de Monitoramento, que será realizada nos dias 22 e 23, profissionais do PNCT e da equipe de colaboradores que avaliam o Programa de Controle da Tuberculose nos estados e municípios vão discutir os resultados dos encontros realizados com os gestores este ano e definir a agenda de visitas até junho de 2011.

A atividade de monitoramento das ações foi adotada pelo PNCT a partir de 2007. Hoje, o programa conta com a participação de mais de 30 técnicos, que realizam visitas com o objetivo de aprimorar o controle da doença nos estados e municípios.  Além disso, há troca de experiência entre os envolvidos na visita. Dessa forma, o trabalho traz benefícios não só ao estado ou município visitado, mas aos técnicos que realizam a visita, que podem divulgar e reproduzir experiências bem-sucedidas.

Durante as visitas são analisados diversos aspectos do controle da doença. Para tanto, o trabalho é realizado por uma equipe multiprofissional, composta por monitores do PNCT, representantes dos programas estaduais e municipais de controle da tuberculose, de laboratório, gerentes de sistemas de informação, dos programas de DST/Aids dos municípios e da área de educação em saúde, bem como de lideranças de grupos de populações vulneráveis e da sociedade civil organizada. Durante as visitas de monitoramento são abordadas questões relacionadas ao controle da doença.

 SEMINÁRIO - Também nos dias 22 e 23 de julho será realizado o 1º Seminário sobre Tuberculose e População de Rua. Os objetivos do evento são estimular a discussão sobre o assunto e fortalecer futuras ações voltadas às pessoas que vivem em situação de rua. Também serão discutidas questões sobre comunicação, relação intersetorial entre saúde e outros órgãos da administração, além da apresentação de experiências da sociedade civil e de gestores com esta população.

CONCENTRAÇÃO - Atualmente, a tuberculose ainda causa cerca de nove milhões de doentes e quase dois milhões de mortes anuais em todo o mundo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil melhorou sua posição na lista das 22 nações que concentram 80% dos casos da doença no Planeta, passando da 18ª para 19ª posição.

Em 2008 ocorreram 70.989 casos novos, contra 72.140 em 2007. Consequentemente houve queda na taxa de incidência, que passou de 38,1 para 37,4 por 100 mil habitantes. Houve queda também nos números da mortalidade. Em 2008, foram 4.735 óbitos por tuberculose, enquanto que em 2007 ocorrem 4.823.

A tuberculose é uma doença que afeta vários órgãos do corpo, principalmente os pulmões. É transmitida pelo ar, quando o paciente tosse ou espirra. Os principais sintomas são tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro, cansaço, emagrecimento, febre e suor noturno. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.

Serviço:
Eventos sobre tuberculose em Porto Alegre, no mês de julho:
Reunião Macrorregional Sul de Tuberculose – dias 19 e 20
Reunião do Ponto 2 da Rede de Monitoramento e Avaliação em TB - dias 20 e 21
Reunião de Avaliação das Visitas de Monitoramento – dias 22 e 23
1º Seminário sobre Tuberculose e População de Rua - dias 22 e 23
Local: Hotel Plaza São Rafael
Endereço: Avenida Alberto Bins, 514 – Centro – Porto Alegre/RS
Horário: 8h às 18h

 

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) iniciou na sexta-feira, 16/7, as atividades do Programa de Formação de Agentes Locais de Vigilância em Saúde (Proformar-Rio). A iniciativa vai qualificar cerca de 1.400 agentes de vigilância em saúde (AVS) em seis meses. Os profissionais terão seu foco de atuação ampliado nas visitas domiciliares e nas ações de campo de combate à dengue. A aula inaugural foi ministrada pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, e contou com a presença do secretário Municipal de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann.

Os agentes beneficiados pelo programa, atualmente, são envolvidos em operações de campo no controle de doenças, identificação de possíveis focos de vetores e vigilância em saúde. O Proformar vai capacitá-los também para desenvolverem ações de promoção e proteção à saúde, articuladas às equipes de atendimento básico de Saúde da Família. Além disso, a atuação dos agentes diretamente no ambiente familiar, de forma mais ampla, contribui com as ações educativas de prevenção à dengue dentro das residências, que podem esconder focos do mosquito transmissor da doença.

Para Gerson Penna, o objetivo dessa ação é aprimorar a integração dos agentes que atuam na Vigilância em Saúde nas ações da Atenção Primária. “A Metodologia pedagógica aplicada pelo Proformar permite que o agente de vigilância se prepare para atuar na Atenção Primária à Saúde, com base em noções de vigilância epidemiológica, sanitária e ambiental, além das medidas de promoção à saúde. Dessa forma, o agente de vigilância poderá, em conjunto com os profissionais da Atenção Primária, identificar riscos e propor estratégias de intervenção”, afirma Penna.

O secretário Hans Dohmann também elogiou o reforço que a estratégia proporcionará ao modelo de atenção básica: “O agente é o profissional que está mais na ponta da rede, pois entra na intimidade da residência dos cidadãos. É preciso aproveitá-lo para que olhe a saúde da família do interior de suas casas, identificando questões que normalmente não chegam aos postos de atendimento, mesmo nas equipes de Saúde da Família. O nosso objetivo é fortalecer esta estratégia prioritária de atenção primária”, afirma.

Com a iniciativa, a SMSDC pretende fortalecer e ampliar as ações de vigilância nos territórios comunitários, integrando e articulando essas duas frentes de trabalho e atendendo à política nacional, que prevê a incorporação desses agentes na Atenção Primária.

 

Ascom - Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro.


O Ciclo de Estudos, evento promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde, apresenta a palestra Ensaio de intervenção comunitária: método e aplicações em Epidemiologia no dia 30 de julho, a partir das 9h, no auditório Emílio Ribas, edifício-sede do Ministério da Saúde. A palestra será ministrada pelo pesquisador Guilherme Loureiro Werneck, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O evento também conta com a participação de Deborah Carvalho Malta, coordenadora-geral de Vigilância de Agravos e Doenças Não-Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

 

Guilherme Loureiro Werneck é um pesquisador com doutorado em Saúde Pública e Epidemiologia pela Harvard School of Public Health. Desenvolve suas atividades no campo da Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia. Suas linhas de pesquisa versam principalmente sobre os seguintes temas: epidemiologia das doenças infecciosas, métodos epidemiológicos, epidemiologia e controle da leishmaniose visceral, análise de dados espaciais, bioestatística e epidemiologia das violências.

 

Serviço

Evento: Ciclo de Estudos – Palestra Ensaio de intervenção comunitária: método e aplicações em Epidemiológica

Local: Auditório Emílio Ribas (Térreo do Edifício Sede do Ministério da Saúde)

Data: 30 de julho

Horário: 9h

 

 

Sub-categorias

Saúde baseada em evidências
Disque Saúde - Ouvidoria Geral do SUS
Ministério da Saúde - Governo Federal - Brasil