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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 24/03/2015 as 12:03:41 alterado em 24/03/2015 as 12:03:18

Tuberculose tem cura. A doença infecciosa afeta prioritariamente os pulmões e pode ser transmitida se o paciente não entrar em tratamento ou não realizá-lo de forma adequada. O principal sintoma da doença é a tosse persistente por mais de três semanas, com ou sem catarro. Qualquer pessoa com esse quadro deve procurar uma unidade de saúde para fazer o diagnóstico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, atualmente, existam nove milhões de casos novos da doença no mundo.

O Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro disponibiliza gratuitamente o tratamento contra a tuberculose. O paciente deve permanecer por, no mínimo, seis meses utilizando os medicamentos. A doença é curável em praticamente 100% dos novos casos, desde que a pessoa seja sensível aos medicamentos antituberculose e que sejam obedecidos os princípios básicos da terapia medicamentosa, que associa a medicação adequada com doses corretas e seu uso por tempo suficiente.

No início do atendimento, o paciente é orientado quanto às características da tuberculose e do tratamento a que será submetido. Fala-se sobre os tipos de medicamentos, a importância de seu uso regular, duração, regime, possíveis consequências do uso irregular dos mesmos e eventos adversos. Logo nas primeiras semanas de tratamento, o paciente se sente melhor, mas é fundamental continuar seguindo as indicações médicas mesmo após a melhora dos sintomas, até que se complete todo o tempo previsto para estar curado. O percentual de cura no tratamento da tuberculose no Brasil é de 72,5%.

Carlos Alberto Duarte, 54 anos, funcionário público, foi diagnosticado com tuberculose pela primeira vez em 1992 e novamente em 2012, quando realizou o tratamento no posto de saúde modelo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, durante o período de seis meses. “O tratamento, nas duas vezes, não posso dizer tenha sido tranquilo, porque não é tranquilo tomar uma medicação assim durante tanto tempo. Mas foi tudo bem. Foi difícil, claro, mas a gente tem que fazer o tratamento, se adequar a ele, para de fato melhorar. E tem que ser persistente, porque a gente se sente bem logo em seguida, os sintomas passam muito rápido e a gente tem a sensação de que está tudo bem, mas é importante continuar, porque não está tudo bem”, conta.

Nos últimos dez anos, o Brasil reduziu em 22,8% a incidência de casos novos de tuberculose e em 20,7% a taxa de mortalidade. A descentralização do tratamento para a Atenção Básica pode ser apontada como uma das causas da redução nos índices da doença. Após atingir as metas dos Objetivos do Milênio (ODM)

de combate à tuberculose com três anos de antecedência, o Ministério da Saúde assume, agora, o compromisso de reduzir em 95% os óbitos e em 90% o coeficiente de incidência da doença até 2035.

Pacientes com suspeita de tuberculose já contam com o teste rápido, que detecta a presença do bacilo causador da doença em duas horas e identifica se há resistência ao antibiótico rifampicina, usado no tratamento. O recurso está disponível em 94 municípios, englobando todos os estados e o Distrito Federal. Os testes foram distribuídos em cidades estratégicas para o controle da tuberculose, onde se concentram 60% dos casos novos do país, o que engloba todas as capitais e os municípios com mais de 130 casos novos de tuberculose. As capitais Porto Alegre, Cuiabá, Recife e Manaus são as mais acometidas pela doença, com mais de 90 casos por 100 mil habitantes. Ao todo, o Ministério da Saúde distribuiu 160 máquinas, com capacidade de realizar, juntas, 640 mil testes por ano.

Hoje é o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A data marca o lançamento da nova campanha doMinistério da Saúde contra a doença. “Acho que as ações de combate à tuberculose são fundamentais. Porque, hoje em dia, as pessoas acham que a doença não existe mais, que é de outro século e, quando as pessoas ouvem falar ou se descobrem com tuberculose, o preconceito é muito grande. O preconceito da própria pessoa e o preconceito que é sofrido quando você fala, então as pessoas preferem nem falar que estão com a doença”, alerta Carlos Alberto Duarte, paciente curado da tuberculose há três anos.

Para aderir à campanha de luta contra a tuberculose, acompanhe as Redes Sociais do Ministério da Saúde pelo Facebook, Twitter ou Instagram e compartilhe a hashtag #TBtemcura.


Ana Beatriz Magalhães 
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