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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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O que é febre por vírus Zika?

A febre por vírus Zika é descrita como uma doença febril aguda, autolimitada, com duração de 3-7 dias, geralmente sem complicações graves, porém há registro de mortes e manifestações neurológicas, além de causar a microcefalia. O paciente suspeito apresenta exantema maculopapular pruriginoso acompanhado de DOIS ou mais dos seguintes sinais e sintomas: Febre OU Hiperemia conjuntival sem secreção e prurido OU poliartralgia OU Edema periarticular

Como é transmitida?

O vírus Zika é transmitido às pessoas, principalmente, através da picada do mosquito infectado, principalmente o Aedes aegypti, em regiões tropicais. Os mosquitos Aedes picam, normalmente, durante o dia, sobretudo ao princípio da manhã e ao fim da tarde/princípio da noite. Este é o mesmo mosquito que transmite a dengue, a chikungunya.

Quais são os principais sinais e sintomas?

Os sintomas são semelhantes aos de outras infecções por arbovírus, como a dengue, e incluem febre, erupções cutâneas, conjuntivite, dores nos músculos e nas articulações, mal-estar ou dor de cabeça. Estes sintomas são, normalmente, ligeiros e duram 2-7 dias.

Há tratamento ou vacina contra o Vírus Zika?

Não existe tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias em função do devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus. Se os sintomas piorarem, devem procurar cuidados médicos e aconselhamento.

Atualmente não há vacina disponível contra o Vírus Zika.

A SVS/MS informa que mesmo após a identificação do Vírus Zika no país, há regiões com ocorrência de casos de dengue e chikungunya, que, por apresentarem quadro clínico semelhante, não permitem afirmar que os casos de síndrome exantemática identificados sejam relacionados exclusivamente a um único agente etiológico.

Assim, independentemente da confirmação das amostras para ZIKAV, é importante que os profissionais de saúde se mantenham atentos frente aos casos suspeitos de dengue nas unidades de saúde e adotem as recomendações para manejo clínico conforme o preconizado no protocolo vigente, na medida em que esse agravo apresenta elevado potencial de complicações e demanda medidas clínicas específicas, incluindo-se a classificação de risco, hidratação e monitoramento.

Como evitar e quais as medidas de prevenção e controle?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais.

Prevenção domiciliar

Deve-se reduzir o número de mosquitos por meio da eliminação de criadouros sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos com telas/capas impedindo o acesso das fêmeas grávidas. De forma complementar, deve ser realizada a proteção individual com uso de repelentes pela população.

Pode-se utilizar também roupas que minimizem a exposição da pele, proporcionando alguma proteção contra as picadas dos mosquitos principalmente durante o dia, período que são mais ativos.

Prevenção na comunidade

As ações realizadas pelos programas locais de controle das doenças transmitidas pelo Aedes são fundamentais para a prevenção. Estas ações, além de reduzirem o número de mosquitos na comunidade, interferem na probabilidade de um ser humano que está com o vírus circulante em seu sangue (viremia)  servir como fonte de alimentação sanguínea e de infecção para Aedes  aegypti e A. albopictus, levando à transmissão para uma outra pessoa e propagando, assim, a circulação viral na comunidade. Deve-se ressaltar a importância da atuação ativa de toda a população para se evitar possíveis criadouros em suas residências, escolas e ambientes de trabalho, somando esforços com as atividades de rotinas dos programas municipais e estaduais.

Procedimentos de controle de vetores

As orientações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil para a dengue, chikungunya e Zika fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. A rotina de atividades deve ser gerenciada e executada por profissionais experientes, com conhecimento em controle vetorial, para garantir que as recomendações de manejo integrado de vetores, educação em saúde com engajamento da comunidade, e quando necessário, aplicação de inseticidas recomendados, sejam realizados de forma efetiva.

Novas alternativas

Devido à mudança do perfil epidemiológico das arboviroses transmitidas pelo Aedes no Brasil, com a circulação concomitante de dengue, chikungunya e Zika, houve a necessidade de se buscar novas alternativas para o controle vetorial. Com diferentes abordagens, algumas tecnologias foram elencadas por especialistas nacionais e internacionais para serem incorporadas na rotina dos programas de controle vetorial, como armadilhas disseminadoras de larvicidas, estratégias ecobiosocial e de mapeamento e estratificação de risco, borrifação residual intradomiciliar. Outras estratégias, ainda no âmbito da pesquisa, como a utilização da bactéria Wolbachia para supressão da população e bloqueio da transmissão viral, insetos transgênicos e irradiados, serão acompanhadas diretamente pelo MS, buscando a possibilidade de utilização em larga escala daquelas metodologias que mais se mostrarem efetivas no controle vetorial, sempre em complementação às atividades de rotina do programa. Para maiores informações acesse: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/abril/05/2016-012---Relatorio-reuniao-especialistas-Aedes-publica----o.pdf

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Vírus Zika?

Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações.  

 

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