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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Evento de saúde pública relacionado aos casos de Febre do Zika

 

Até 12 de agosto, foram confirmados laboratorialmente casos de Febre do Zika nos Estados da Bahia, Rio Grande do Norte, São Paulo, Alagoas, Pará, Roraima, Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Paraná e Piauí. O Ministério da Saúde está monitorando a circulação do vírus por meio da vigilância sentinela, incorporada pelos Estados e Municípios.

 

A vigilância sentinela envolve um número limitado de serviços selecionados para registro das informações. É utilizada para doenças comuns, nas quais a contagem de todos os casos não é importante e as medidas de controle não precisam de informações de casos individuais. Isso ocorre sempre que o processo decisão-ação não necessita de informações sobre a totalidade dos casos (notificação universal) para o desencadeamento das atividades de intervenção, como é o caso do Zika Vírus.

 

Orientamos que os casos confirmados de Zika vírus devem ser comunicados/notificados em até 24 horas, conforme Portaria MS nº 1.271, de 6 de junho de 2014. Reforça-se que a notificação realizada pelos meios de comunicação não isenta o profissional ou serviço de saúde de realizar o registro dessa notificação nos instrumentos estabelecidos, utilizando a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde – CID A92.8 (acesso a cópia da ficha de notificação/conclusão individual: http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/Documentos/SinanNet/fichas/Ficha_conclusao.pdf).

 

A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS) vem recebendo notificações de casos com manifestações neurológicas e histórico de doença exantemática prévia. Esses achados estão sendo reportados em regiões com evidência de cocirculação dos vírus zika, dengue e/ou chikungunya, em especial nos Estados do nordeste.

 

A ocorrência de síndromes neurológicas após processos infeciosos pelo vírus da dengue e chikungunya está descrita desde a década de 1960, e com o Zika vírus desde 2007, especialmente após os surtos ocorridos na região da Micronésia e Polinésia Francesa. Dentre as manifestações neurológicas, é sabido que a síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma das mais frequentes.

 

A SGB é uma manifestação autoimune tardia que pode ser desencadeada por processos infecciosos ou não infecciosos. Apesar da maior parte das manifestações (2/3 dos pacientes) estar relacionada a processos infecciosos, isso não significa que seja exclusivamente por infecção relacionada à dengue, zika ou chikungunya.

                      

Entre janeiro e julho de 2015, alguns estados da região Nordeste notificaram à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) a ocorrência de 121 casos de manifestações neurológicas e Síndrome de Guillain-Barré com histórico de doença exantemática prévia. Investigações estão sendo conduzidas pelo Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde de Estados e Municípios da região e outras instituições, como o Instituo Evandro Chagas (IEC/SVS/MS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS), para subsidiar os Estados e Municípios com orientações amparadas em evidências mais robustas.

 

Em caso de dúvida, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica das Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde.

 

Mais informações

>> Uso de repelentes de inseto durante a gravidez (ANVISA)

>> Informações adicionais sobre manifestação neurológica e arboviroses

>> Protocolo de vigilância dos casos de manifestações neurológicas de infecção viral prévia

>> Procedimentos a serem adotados para a vigilância da Febre do vírus Zika no Brasil

>> Protocolo para Implantação de Unidades Sentinelas para Zika vírus

>> Nota técnica de cuidados na atenção domiciliar contra a dengue, chikungunya e zika 

  

Informações sobre notificação

 

No Brasil, de acordo com o anexo II da Portaria MS/GM nº 1.271, de 6 de junho de 2014, “doença conhecida sem circulação ou com circulação esporádica no território nacional que não constam no Anexo I desta Portaria, como: Rocio, Mayaro, Oropouche, Saint Louis, Ilhéus, Mormo, Encefalites Equinas do Leste, Oeste e Venezuelana, Chikungunya, Encefalite Japonesa, entre outras” são de notificação imediata.

O profissional deve comunicar à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) em até, no máximo, 24 horas. Caso a SMS não disponha de estrutura e fluxos para receber as notificações de emergências epidemiológicas dentro deste período, principalmente nos finais de semana, feriados e período noturno, a notificação deverá ser feita à Secretaria Estadual de Saúde (SES). Caso a SMS ou SES não disponha de estrutura para receber as notificações de emergências epidemiológicas, o profissional pode ligar gratuitamente para o Disque Notifica (0800-644-6645), serviço de atendimento telefônico destinado aos profissionais de saúde. O atendimento funciona 24 horas por dia durante todos os dias da semana. Esta notificação também poderá ser feita por meio do correio eletrônico (e-mail) do CIEVS nacional, o E-notifica ( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ).

 

Nesse momento devem ser notificados somente os casos confirmados para febre do Vírus Zika no Sinan.

 

1)      Reforça-se que a notificação realizada pelos meios de comunicação não isenta o profissional ou serviço de saúde de realizar o registro dessa notificação no Sinan, utilizando a ficha de notificação/investigação individual disponível em: http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/Documentos/SinanNet/fichas/Ficha_conclusao.pdf

2)      Utilizar o CID A92.8 - Outras febres virais especificadas transmitidas por mosquitos.

3)       Os dados clínicos, laboratoriais e epidemiológicos complementares devem ser inseridos no campo “observações adicionais”:

  1.  Informar os seguintes dados clínicos:

                                                              i.      Data de início do exantema

                                                              ii.      Presença de febre, se sim qual temperatura

                                                              iii.      Presença de prurido

                                                              iv.      Artralgia ou artrite

                                                              v.      Edema em articulações ou membros

                                                             vi.      Mialgia

                                                             vii.      Hiperemia conjuntival

                                                             viii.      Cefaleia

                                                             ix.      Dor retro orbital

                                                              x.      Linfadenopatia

                                                             xi.      Sinais neurológicos, tais como parestesia, paralisia, dificuldade de deambulação...

                                                             xii.      Outros sinais e sintomas relatados

     2. Ainda no campo “observações adicionais” informar os resultados laboratoriais específicos realizados assim como as datas de coleta da amostra e a técnica realizada (dengue, chikungunya, sarampo, rubéola, parvovírus...). Caso tenha realizado hemograma, informar a data e os resultados. Informar outros resultados laboratoriais realizados.

     3.  Informar se o paciente realizou viagem, se sim para qual localidade, se o paciente teve dengue ou chikungunya antes diagnosticada e se teve dengue quando, se existem outros casos semelhantes na região, quantos casos semelhantes, se existem casos internados ou graves.

Saúde baseada em evidências
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