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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 10/08/2017 as 18:08:52 alterado em 15/08/2017 as 10:08:49

“O empenho da SVS será máximo para garantir a vigilância e o diagnóstico precoce, juntamente com estados, municípios e organizações não governamentais, para a redução da proporção de casos novos de incapacidade física”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, durante a abertura da reunião para padronização dos especialistas envolvidos no “Projeto Abordagens Inovadoras para Intensificar Esforços para um Brasil Livre da Hanseníase”, realizada nos dia 10 e 11 de agosto de 2017, em Brasília. A reunião contou com a participação de áreas técnicas do Ministério da Saúde, Sociedades Científicas, Instituições governamentais e não governamentais, Movimentos Sociais e parceiros. O objetivo do encontro foi padronizar o conhecimento sobre o processo de trabalho relativo ao Projeto e sobre as normas e técnicas de diagnóstico, tratamento e prevenção de incapacidades em hanseníase, conforme as recomendações padronizadas pelo Ministério da Saúde.

O Projeto, uma parceria do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), com apoio da Fundação NIPPON do Japão, terá duração de três anos (2017 - 2019), e tem como objetivo geral a redução da carga da doença em 20 municípios localizados nos Estados do Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí e Tocantins. 

O Projeto proposto será conduzido por um núcleo de especialistas, sendo um coordenador para cada área: o Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) para clínica, tratamento e manejo de reações da doença; a Coordenação-Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE/DEVIT/SVS/MS) para a Prevenção de Incapacidades (PI); a CGHDE e o Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN) para as ações sobre o envolvimento das pessoas acometidas pela doença na comunidade. Além disso, haverá um coordenador municipal para o acompanhamento das atividades em nível local.

Cada coordenador de área terá responsabilidade técnica de 30 especialistas (clínica, PI e mobilizadores sociais), que atuarão nos 20 municípios. Esses profissionais, que participaram da reunião de padronização, terão o compromisso de ir a campo para a atualização dos profissionais da saúde que atuam na Atenção Básica dos 20 municípios, quanto à teoria e prática do diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades em hanseníase, além de ações que promovam a prevenção do estigma e da discriminação.

Cada equipe de especialistas será responsável pelas atividades em oito Unidades de Saúde durante uma semana, atenderão no mínimo 30 pacientes (seis por turno) e conduzirão, ao fim deste processo, uma mini-campanha que ocorrerá no sábado, com realização de exame dermatoneurológico para diagnóstico, avaliação para prevenção de incapacidades, além de atividades que alertam a população sobre os sinais e sintomas da doença.

Segundo a Coordenadora Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação (CGHDE/DEVIT/SVS/MS), Carmelita Filha, no Brasil ainda se faz o diagnóstico tardio da doença. “É fundamental fazer busca ativa, principalmente em menores de 15 anos, como forma de diagnosticar precocemente os casos, interrompendo a cadeia de transmissão e previnindo as incapacidades físicas". A expectativa é de que a primeira semana de ação do Projeto seja realizada no período de 23 a 28 de outubro deste ano.

Detecção e tratamento

A hanseníase é uma doença crônica, transmissível, de notificação compulsória, que tem como agente etiológico o Mycobacterium leprae. A doença acomete principalmente pele e nervos e sua transmissão se dá pelas vias aéreas superiores por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento.

A doença tem cura, e seu tratamento é ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da  Poliquimioterapia (PQT).  Além de submetidos ao exame dermatoneurológico, os doentes deverão ser orientados quanto aos cuidados com olhos, mãos e pés para prevenção de incapacidades.

A investigação dos contatos domiciliares e sociais das pessoas acometidas pela doença é a principal estratégia para a interrupção da cadeia de transmissão.

Portanto, para a implementação e fortalecimento das ações de controle da doença, se faz necessário o esforço conjunto de todos os níveis de governo, promovendo o conhecimento da hanseníase, alertando sobre os sinais e sintomas, bem como a prevenção do estigma e da discriminação contra as pessoas acometidas pela doença na comunidade.

Diante desses desafios, uma intervenção que utilize abordagens inovadoras deve ser implementada num grupo de municípios com o objetivo de obter resultados concretos num determinado período de tempo.

 

Dados epidemiológicos

Na última década, o Brasil apresentou uma redução de 37,1 % no número de casos novos, passando de 40.126 diagnosticados no ano de 2007, para 25.218 em 2016. Tal redução corresponde assim à queda de 42,3% da taxa de detecção geral do país (de 21,19/100 mil habitantes em 2007 para 12,23/100 mil habitantes em 2016).

Apesar dos esforços promovidos pelo Governo Brasileiro para o controle da doença nos últimos anos, casos em menores de 15 anos ainda são diagnosticados no país, sinalizando focos de infecção ativos e transmissão recente da doença. Em 2016, o número de casos novos diagnosticados nesta faixa etária foi 1.696 (7% do total de casos novos do país).

A detecção de casos com Grau 2 de Incapacidade Física (GIF2) indica o diagnóstico tardio da doença. Em 2016, o percentual de casos novos de hanseníase diagnosticado com GIF2 foi de 7,9%, entre os avaliados para este indicador no momento do diagnóstico.

Nesse contexto, o fortalecimento de ações de educação continuada para os profissionais da Atenção Primária à Saúde, favorecendo o diagnóstico precoce da doença e a redução da proporção de casos novos com Grau 2 de incapacidade física, bem como a  promoção da prevenção do estigma e da discriminação, se faz necessária. Este é o escopo deste Projeto.

 

Foto: Adilson Franco

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