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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 04/08/2017 as 13:08:10 alterado em 04/08/2017 as 13:08:10

Nivelar os conhecimentos de primatólogos e estudantes interessados em primatologia sobre a febre amarela (FA) e sua circulação entre primatas não humanos (PNH), bem como ampliar e fortalecer a rede de vigilância pública, privada e da sociedade civil. Estes são os principais objetivos do XVII Congresso Brasileiro de Primatologia, que será realizado na cidade de Pirenópolis (GO), de 20 a 24 de agosto.

Além das palestras, os presentes terão a oportunidade de participar de um curso que vai apresentar a chegada do vírus nas Américas, sua adaptação ao ambiente natural, a participação de primatas no ciclo natural e os componentes da vigilância da febre amarela no Brasil. A fim de aumentar a vigilância de primatas não humanos, a partir de uma rede de primatologistas como estratégia de ampliação da rede de alerta do risco de febre amarela no Brasil, haverá debates sobre noções de vigilância epidemiológica, zoonoses e entomologia aplicada a FA, além de demonstrações das principais técnicas utilizadas em campo para a investigação do adoecimento e morte de PNH e quais os principais fatores relacionados com a doença e sua ocorrência em ambiente natural, envolvendo os PNH como hospedeiros naturais.

A expectativa é que ao final do encontro os participantes tenham conhecimento sobre as ferramentas da vigilância, desde a notificação de morte de PNH, a coleta de amostras para diagnostico e as técnicas de diagnóstico recomendadas, a rede de laboratórios de saúde pública, programas de vacinação humana, vigilância e controle vetorial, uma vez que a detecção precoce de circulação viral nos PNH é uma eficiente estratégia de vigilância e permite a tomada de medidas de prevenção, com a vacinação das populações antes mesmo da ocorrência de casos humanos.

Febre Amarela

O Brasil tem testemunhado, desde o começo do ano de 2017, o maior surto de febre amarela das últimas décadas. Até o dia 31 de maio, foram notificados ao Ministério da Saúde 3.240 casos humanos suspeitos de FA silvestre. Destes, 792 (24,5%) constam como confirmados, 519 (16%) permanecem em investigação e 1.929 (59,5%) foram descartados. Nesse mesmo período, foram notificadas 3.850 epizootias de PNH, sendo que 1.448 permanecem em investigação, 96 foram descartadas e 642 foram confirmadas para FA por critério laboratorial ou vínculo epidemiológico, com envolvimento de pelo menos 5.553 animais.

O cenário atual da FA é de registro do maior surto da história recente; o maior número de casos humanos e óbitos; a maior ocorrência de epizootia de PNH envolvendo mais de cinco mil indivíduos com importante dano a biodiversidade de PNH, sendo um importante desafio às autoridades de saúde e meio ambiente no Brasil.

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