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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 13/07/2017 as 15:07:33 alterado em 13/07/2017 as 16:07:32

Nesta quarta e quinta-feira (13), o Windsor Convention & Expo Center, no Rio de Janeiro, sedia o XI Congresso da Sociedade Brasileira de DST e o VII Congresso Brasileiro de AIDS. Diferentemente das edições anteriores dos congressos da Sociedade Brasileira de DST, este ano, os eventos acontecem em conjunto com o STI&HIV World Congress 2017 e conta com a presença dos mais importantes pesquisadores em DST/AIDS do mundo. 

Na quarta-feira (12), durante a mesa de abertura, Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV) afirmou que pela primeira vez o Brasil conta com uma gestão no Departamento que coloca as IST’s no centro das ações. A diretora garantiu que outros avanços só serão possíveis se todas as áreas se envolverem. “Independentemente da crise, nós crescemos. É preciso que os estados, municípios e todas as esferas trabalhem de maneira harmônica com o Ministério da Saúde. Essa é a chave para o enfrentamento das ISTs."

Após a mesa de abertura, Kleydson Andrade, do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (CGPNCT), proferiu a Conferência de Abertura, falando sobre “O desafio do controle da Tuberculose em pessoas vivendo com HIV”. Após apresentar as recomendações e panorama internacional da coinfecção TB/HIV, Kleydson Andrade apresentou o panorama epidemiológico da coinfecção no Brasil, com destaque para as ações colaborativas que são desenvolvidas pelo CGPNCT em parceria com o DIAHV. “É importante que essas ações conjuntas, já desenvolvidas na esfera federal, sejam reproduzidas nas esferas estaduais e municipais, da atenção primária à terciária”, afirmou.

Na mesa de abertura, também estavam o Dr. Mauro Romero Leal Passos, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e Presidente da Sociedade Brasileira de DST, e a Dra. Angélica Espinosa, diretora cientifica dos eventos. Durante essa mesa, por conta de toda a trajetória de pesquisa e militância pelas IST´s no país, houve a premiação do Dr. Mauro Romero com a primeira Medalha Walter Belda.

 

A tuberculose atualmente

Nos países endêmicos para TB, o advento da epidemia de HIV/aids tem acarretado aumento significativo dos casos de TB, ocasionando piores desfechos (abandono e óbito). No Brasil, o risco da pessoa vivendo com HIV/aids (PVHA) adquirir Tuberculose é 28 vezes maior quando comparada a população sem HIV/aids. Apenas 41,8% dos casos novos de TB com coinfecção fizeram uso da terapia antirretroviral (TARV), e quando comparado a pacientes coinfectados sem uso da TARV, pacientes coinfectados em uso da TARV curam 35% mais e morrem 44% menos por TB. Com esses destaques do primeiro Boletim Epidemiológico sobre coinfecção TB/HIV no Brasil, Kleydson Andrade pontuou a baixa cobertura de TARV em pacientes com coinfecção TB/HIV, ressaltando a importância da sobreposição dos tratamentos como medida de maior impacto na redução da mortalidade nesse grupo.

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