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Data de Cadastro: 14/11/2016 as 11:11:25 alterado em 14/11/2016 as 11:11:43

O lançamento aconteceu durante a reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e contou com a participação da representante do povo cigano, do diretor do DAGEP e do presidente do CNS

A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) lançou na noite dessa quinta-feira (10), durante a 287ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde, a publicação “Subsídios para o Cuidado à Saúde do Povo Cigano”. A cartilha é voltada aos gestores e trabalhadores de saúde sobre as especificidade e cuidados no atendimento da população de etnia cigana nos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Elaborada pelo Departamento de Apoio à Gestão Participativa (DAGEP) da SGEP, em parceria com a Associação Internacional Maylê Sara Kalí (AMSK), a publicação tem entre seus objetivos promover a reflexão sobre as necessidades de saúde dos ciganos, contribuir para redução do preconceito e discriminação em relação a essa população, além de contribuir para a garantia do direito à saúde integral e humanizada.

Durante o lançamento do diretor do DAGEP, Esdras Daniel Pereira, destacou que a publicação é fruto de um trabalho que o departamento realiza de interlocução, escuta e fortalecimento da participação social e reconhecimento das iniquidades em saúde de diversas populações, entre elas a população cigana.

“Esperamos que essa cartilha seja um agente catalisador para fomentar processos e mudanças nos serviços de saúde para que voltem o olhar também às necessidades de saúde da população cigana”, destacou Esdras Daniel.

“Nós somos muitos e estamos em todo o território nacional e este é o primeiro documento oficial do Ministério da Saúde que nos reconhece como sujeitos de direitos”, destacou a presidente da AMSK Brasil, Elisa Costa, que encerrou a sua fala dizendo muito obrigado na língua Romani.

Além dessa publicação, vale lembrar que desde 2011, a Portaria nº 940 do Ministério da Saúde garante a população cigana nômade a não obrigatoriedade de apresentar endereço na realização de cadastro durante o atendimento nos serviços de saúde, o que inclui a emissão do Cartão SUS.

SOBRE CIGANOS - No Brasil, existem três grandes grupos que compõem os povos ciganos: os Rom, os Sinti e os Calon. Estão distribuídos em todos os estados da Federação e no Distrito Federal.

De acordo dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em junho de 2015 constavam cadastradas 3.848 famílias ciganas em situação de extrema pobreza. Sendo 2.787 beneficiárias do Programa Bolsa Família, com maior concentração nos estados da Bahia (964), Goiás (316), Minas Gerais (249), Rio Grande do Norte (143), Maranhão (129) e Paraíba (111). Segundo dados do IBGE, em 2011, o Brasil constava com 291 municípios com acampamentos ciganos, distribuídos em 21 estados.

Embora parte das famílias ciganas ainda viva em acampamentos precários e de forma itinerante, a realidade dos povos ciganos no Brasil é bastante heterogênea - línguas, costumes, regras sociais e estilo de vida – não condizendo com o estereótipo e marginalização a que estão hoje inseridos.  Cabe destacar também que nem toda pessoa de etnia cigana é nômade, sendo que parte da população cigana possui residência fixa.

Acesse aqui a cartilha Subsídios para o Cuidado à Saúde do Povo Cigano

 

Texto e fotos: Aedê Cadaxa

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