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Data de Cadastro: 26/07/2017 as 16:07:41 alterado em 26/07/2017 as 16:07:24

O acelerador linear faz parte do Plano de Expansão dos Serviços de Radioterapia do Ministério da Saúde. O equipamento vai ampliar o acesso a tratamentos oncológicos no SUS

Maceió (AL) e região passam a contar com mais um equipamento de radioterapia para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A obra, onde foi instalado o novo acelerador linear, na Santa Casa de Misericórdia, foi inaugurada nesta quarta-feira (26/07) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros. Com o equipamento, o atendimento em radioterapia na unidade, será ampliado em até 40%. O Ministério da Saúde investiu R$ 4,6 milhões na compra do equipamento e construção do bunker (espaço destinado para instalação do aparelho).



“A Santa Casa é um hospital de excelência e um dos primeiros do Brasil a receber o equipamento, que está sendo inaugurado hoje, graças a agilidade de seus dirigentes. Esse equipamento vai  permite ampliar, cada vez mais, os serviços de radioterapia aqui em Alagoas”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira.

O secretário de Ciência Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, Marco Fireman, destacou a importância do equipamento para a população. “Esse investimento do Ministério da Saúde vai tratar 50 paciente/dia a mais, 600 pacientes/mês, trazendo mais oportunidade para os alagoanos da cura do Câncer”. A agenda também contou com a presença do secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Cavalcante, que enfatizou o trabalho que o Ministério da Saúde vem desenvolvendo para a melhoria da assistência oncológica no Estado.

O hospital foi um dos selecionados após levantamento do Ministério da Saúde sobre os vazios assistenciais nos serviços de radioterapia. A região Nordeste foi considerada a mais carente com um déficit de 58 equipamentos. Este será o terceiro acelerador linear da unidade de saúde, que atenderá exclusivamente pacientes do SUS em Maceió e nas cidades vizinhas. O equipamento tem capacidade para realizar 43 mil sessões de radioterapia por ano, aumentando a capacidade de atendimento em 600 pacientes por mês.

PLANO DE EXPANSÃO - O novo acelerador linear é o quinto já entregue pelo Plano de Expansão da Radioterapia, que tem como objetivo ampliar o acesso da população a procedimentos oncológicos SUS. Os pacientes de outras três cidades: Campina Grande (PB), Feira de Santana (BA) e Curitiba (PR) já estão sendo beneficiados pelo plano. Na última semana, o Hospital Universitário de Brasília (HUB) recebeu o quarto aparelho e deve colocar em funcionamento nos próximos 90 dias.

Após a inauguração em Maceió, estão programadas as entregas de outros equipamentos, ainda neste ano. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. Outros 20 ainda devem ser adquiridos, totalizando 100 aparelhos distribuídos em todas as regiões do país. Os novos equipamentos, que serão adquiridos, viabilizará uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios.

Os projetos estão em andamento e estão sendo executados dentro das atividades previstas do Plano de Expansão da Radioterapia. Cabe ressaltar que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.

ASSISTÊNCIA – Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia. Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27  bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016. Em 2017, até o momento, foram investidos R$ 672,8 milhões. Somados a esses valores, há ainda os recursos relacionados às ações de média complexidade, como consulta com especialista e realização de exames, além dos medicamentos oncológicos.

GESTÃO – O ministro da Saúde, Ricardo Barros, também participou, nesta quarta-feira (26), de um encontro com prefeitos e gestores de saúde do estado de Alagoas na capital. Na ocasião, ele anunciou a liberação de R$ 6,5 milhões para melhorar e ampliar a assistência na atenção básica, principal porta de entrada para o SUS, em 34 municípios. O estado também está sendo contemplado com o credenciamento de 28 equipes de Saúde Bucal; com custeio de R$ 1 milhão por ano e 36 novas ambulâncias, sendo 20 para renovação da frota e 06 para ampliação e expansão dos serviços do SAMU 192. Com os recursos, serão credenciados 81 Agentes Comunitários de Saúde, 22 Equipes de Saúde da Família, 05 Núcleos de Apoio à Saúde da Família e 03 Equipes de Saúde Prisional.

Além disso, em um ano de gestão, o estado foi contemplado com R$ 95,8 milhões para custeio de 24 serviços em 07 municípios e emendas parlamentares para 70 municípios. Deste total, 14,9 milhões foram destinados ao custeio de serviços, sendo R$ 492,7 mil apenas em 2017. Quanto às emendas parlamentares, foram empenhados R$ 80,9 milhões, dos quais já foram pagos R$ 46,7 milhões. Esses valores somam-se aos R$ 6,5 milhões, totalizando investimento na ordem de R$ 102,3 milhões para Alago, desde que o ministro assumiu a pasta, em maio de 2016.

RECURSOS - O ministro visitou ainda o Hospital do Açúcar em Alagoas, onde anunciou recursos para a unidade no valor de R$ 6 milhões, oriundos de emenda parlamentar, para custeio de serviços. A unidade atende casos de alta e média complexidade, além de ser referência em neurocirurgia e ortopedia. Em 2016, foram registradas, na unidade, mais de 57 mil atendimentos ambulatoriais e mais de 6.600 internações, ao custo de R$ 14,8 milhões. Já em 2017, até o mês de maio, foram feitos 28 mil atendimentos ambulatoriais e 2.801 mil de internações, ao custo de R$ 6 milhões.

Por Victor Maciel, Gustavo Frasão e Carolina Valadares, da Agência Saúde
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