- Detalhes
- Criado: 12 Março 2014
A carência de profissionais nos serviços de saúde capacitados para atender urgências e emergências pediátricas levou o Ministério da Saúde a firmar convênio com o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, para capacitar 800 profissionais de saúde por ano, em todas as regiões do país, totalizando 2.400 profissionais até 2014. Iniciado em 2012, o curso já capacitou 80 pessoas em São Paulo, abrangendo as regiões Sul e Sudeste; Brasília (DF) com a capacitação de mais 80 pessoas; Manaus (AM) e Recife (PE).
As emergências pediátricas são caracterizadas pelo risco iminente de morte da criança, enquanto as urgências são aqueles problemas que se não forem tratados com rapidez e eficácia, podem evoluir para uma emergência. As principais causas que levam a criança aos serviços de urgência e emergência são os problemas respiratórios como asma, bronquite e pneumonia, seguidos de traumas causados por acidentes domésticos e de trânsito.
Os três anos de capacitações contam com investimento de R$ 4,5 milhões do Programa de Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS).
Quem pode fazer a capacitação?
A capacitação é destinada aos profissionais que atendem urgências e emergências pediátricas nos Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e Prontos Socorros. Apesar de aberto aos profissionais que tenham interesse em participar, o Ministério da Saúde realiza antes um levantamento junto às Secretarias Estaduais de Saúde para identificar as regiões mais carentes de educação continuada em urgência e emergência pediátrica.
Metodologia
Como metodologia, o curso utiliza desde robôs de última geração até cenários com atores que interpretam os mais variados personagens que envolvem a vida da criança, trazendo aos profissionais situações reais do dia a dia dos serviços.
No treinamento são abordados até casos para identificação de sinais de violência, com orientações sobre como fazer o atendimento e a notificação. Para isso, utilizam como base a Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas Famílias em Situação de Violências, metodologia desenvolvida pela Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde. O método permite ao profissional identificar, nas pequenas sutilezas, sinais que indiquem que a criança pode viver em uma situação de violência.




