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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Orientações quanto à vacinação contra a febre amarela

A vacinação contra a febre amarela é recomendada para uma grande área do Brasil onde a transmissão é considerada possível, principalmente para indivíduos não vacinados e que se expõem em áreas de mata, onde o vírus ocorre naturalmente. A vacina está recomendada nas ações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação), e deve ser aplicada em residentes da Área Com Recomendação de Vacina (ACRV) e em viajantes que se deslocam para essa área, conforme o mapa abaixo.




A vacinação de rotina é ofertada em 19 estados do país com recomendação para imunização. Todas as pessoas que vivem nesses locais devem tomar duas doses da vacina ao longo da vida. Também precisam se vacinar, neste momento, pessoas que vão viajar ou vivem nas regiões que estão registrando casos da doença: leste de Minas Gerais, oeste do Espírito Santo, noroeste do Rio de Janeiro e oeste da Bahia.

O Espírito Santo, Rio de Janeiro e parte da Bahia não são áreas de recomendação para vacinação contra a febre amarela, por isso a recomendação é de que sejam vacinadas as pessoas que moram próximas à divisa com o leste de Minas Gerais. Não há necessidade de corrida aos postos de saúde, já que há doses suficientes para atender as regiões com recomendação de vacinação.


>> Confira aqui os municípios conforme áreas de recomendação para vacinação.

 

A política atual de vacinação contra Febre Amarela recomenda pelo menos uma dose de reforço para crianças e adultos, conforme orientações do Programa Nacional De Imunizações do Ministério da Saúde.

 

Orientações para a vacinação contra febre amarela para residentes em área com recomendação da vacina ou viajantes para essa área.

Indicação

Esquema

Crianças de 6 meses a 9 meses de idade incompletos

A vacina está indicada somente em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem inadiável para área de risco de contrair a doença.

Crianças de 9 meses até 4 anos 11 meses e 29 dias de idade

Administrar 1dose aos 9 meses de idade e 1 dose de reforço aos 4 anos de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Pessoas a partir de 5 anos de idade, que receberam uma dose da vacina antes de completar 5 anos de idade

Administrar uma única dose de reforço, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Pessoas a partir de 5 anos de idade, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação

Administrar a primeira dose da vacina e, 10 anos depois, 1 dose de reforço.

Pessoas a partir dos 5 anos de idade que receberam 2 doses da vacina

Considerar vacinado. Não administrar nenhuma dose.

Pessoas com 60 anos e mais, que nunca foram vacinadas ou sem comprovante de vacinação

O médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nessa faixa etária ou decorrentes de comorbidades.

Gestantes, independentemente do estado vacinal

A vacinação está contraindicada. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação.

Mulheres que estejam amamentando crianças com até 6 meses de idade, independentemente do estado vacinal

A vacinação não está indicada, devendo ser adiada até a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de adiar a vacinação, como em situações de emergência epidemiológica, vigência de surtos, epidemias ou viagem para área de risco de contrair a doença, o médico deverá avaliar o benefício e o risco da vacinação. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser suspenso preferencialmente por 28 dias após a vacinação (com um mínimo de 15 dias).

 

Viajantes

 

Viagens internacionais: seguir as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

 

Viagens para áreas com recomendação de vacina no Brasil: vacinar, pelo menos 10 dias antes da viagem, no caso de primeira vacinação. O prazo de 10 dias não se aplica no caso de revacinação.

 


A vacina de Febre Amarela

A vacina contra febre amarela é a medida mais importante para prevenção e controle da doença. Produzida no Brasil desde 1937, pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, é da cepa 17DD, sendo constituída por vírus vivos atenuados derivados de uma amostra africana do vírus amarílico selvagem. Apresenta eficácia acima de 95%.

A vacina febre amarela é reconhecidamente eficaz e segura. Entretanto, eventos adversos podem ocorrer, como reações locais e sistêmicas, tais como febre, dor local, cefaleia (dor de cabeça), mialgia (dor no corpo), dentre outros. Atenção especial deve ser dada quando, após administração da vacina de febre amarela, a pessoa apresentar dor abdominal intensa.

Imunidade – os anticorpos protetores aparecem entre o sétimo e décimo dias após a aplicação, razão pela qual a imunização deve ocorrer dez dias antes de se ingressar em área de transmissão. É contraindicada para:

• Crianças com menos de 6 meses de idade.

• Pacientes com imunossupressão de qualquer natureza, como:

- Pacientes infectados pelo HIV com imunossupressão grave, com a contagem de células CD4 <200 células/mm3 ou menor de 15% do total de linfócitos, para crianças com menos de 6 anos de idade.

- Pacientes em tratamento com drogas imunossupressoras (corticosteroides, quimioterapia, radioterapia, imunomoduladores).

- Pacientes submetidos a transplante de órgãos.

- Pacientes com imunodeficiência primária.

- Pacientes com neoplasia.

Obs: Nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração desta vacina deve ser condicionada a avaliação médica individual de risco-benefício e não deve ser realizada em caso de imunodepressão grave.

• Indivíduos com história de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina).

• Pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica).

 

>> Saiba mais: Febre amarela: Nicarágua e Panamá vão exigir vacina

>> Saiba mais: Nota Informativa nº 143/CGPNI/DEVIT/SVS/MS que revoga a Nota Informativa Nº 102/CGPNI/DEVIT/SVS/MS, de 11/12/2014

 

 

 

 

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