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Ministério da Saude SUS Governo Federal

O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Recomendações para Vigilância Epidemiológica e Ambiental

 

Intensificar a vigilância epidemiológica, sobretudo, nas regiões afetadas, como estratégia de preparação para a primavera e o verão, quando os índices de chuva e a temperatura aumentam, favorecendo a transmissão das doenças transmitidas por vetores. Assim, recomenda-se:

  • Alertar a rede de serviços do SUS para ampliar a vigilância de casos suspeitos;
  • Notificar eventos suspeitos ao MS, pelo meio mais rápido:

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  • Investigar a exposição (rural/silvestre ou urbana) e definir o LPI;
  • Realizar busca ativa de indivíduos sintomáticos nos LPI(s);
  • Realizar busca de evidências de populações de PNH e epizootias nos LPI(s);
  • Ampliar a informação, educação e comunicação sobre a doença, os sinais e sintomas clínicos, as áreas de risco (silvestre, mata e/ou rural), as atividades/situações de exposição e as unidades de saúde de referência para atendimento:
    • Aos profissionais e serviços de saúde;
    • Aos moradores das áreas de foco;
    • À população em geral, da região dos municípios afetados;
    • Aos viajantes com destino às áreas afetadas.
  • Orientar sobre as medidas de prevenção, por meio de recursos de proteção individual (uso de repelentes, roupas compridas) e coletiva (evitar exposição em área afetada, uso de cortina e mosquiteiros em área rural e silvestre), evitando o contato com o vetor.

 

Instruções para notificação no SINAN

Esse agravo deve ser notificado por meio da ficha de Notificação/Conclusão, utilizando-se o CID A93.8 (Outras Febres Virais especificadas transmitidas por artrópodes).

A ficha de Notificação/ Conclusão está disponível em:
http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/Documentos/SinanNet/fichas/Ficha_conclusao_v5.pdf

 

Definição de caso humano suspeito de doença pelo vírus Mayaro:

Indivíduo que apresentou febre e artralgia e/ou edema articular, acompanhado de cefaleia, e/ou mialgia e/ou exantema, com exposição nos últimos 15 dias (ou moradia) em área silvestre, rural ou de mata, em todo o território nacional.

Diante da detecção de casos suspeitos, deve-se:

1)      Preencher a ficha de notificação e realizar investigação;

2)      Notificar imediatamente ao MS e encaminhar a ficha de notificação e investigação;

3)     Colher amostras para diagnóstico e, por meio da rede de laboratórios de saúde pública LACEN(s), enviar ao Instituto Evandro Chagas - laboratório de referência nacional;

4)      Realizar a busca ativa de casos suspeitos e epizootias de PNH nos LPI(s);

5)      Informar, educar e comunicar aos moradores da região da área afetada, sobre a doença, sinais e sintomas, as unidades de saúde para atendimento e as medidas de prevenção.

 

Colheita de amostras para o diagnóstico:

- Pacientes com até 5 dias após início dos sintomas (período de viremia):

  • Colher amostras de sangue e soro para Isolamento viral e/ou pesquisa de genoma viral. Armazenar em ultrabaixa temperatura, preferencialmente em nitrogênio líquido; gelo seco; ou freezer -70ºC (eventualmente -20ºC) e na impossibilidade das anteriores, manter em refrigeração e encaminhar ao LACEN o mais rápido possível para armazenamento adequado.

- Pacientes após 5 dias do início dos sintomas:

  • Colher amostras do soro, cuja finalidade será a pesquisa de anticorpos (sorologia (ELISA) IgM; Inibição da hemaglutinação (IH) e/ou neutralizantes (PRNT)). Armazenar em ultrabaixa temperatura e encaminhar ao LACEN.

- Na ocorrência de óbitos suspeitos:

  • Colher amostras dos principais tecidos (Fígado, baço, rins, coração, pulmão e cérebro), em duplicata. As amostras devem ser armazenadas e enviadas tanto para a pesquisa de vírus (ultrabaixa temperatura) como para exames histopatológicos e imunohistoquímicos, quando devem ser acondicionadas em formol (10%) e mantidas em temperatura ambiente.

Todas as amostras devem ser encaminhadas ao LACEN, que enviará ao laboratório de referência nacional, instituto Evandro Chagas, o mais breve possível.

 

Vigilância de Epizootias de Primatas não humanos

Embora o adoecimento ou a morte de primatas não seja associada às transmissões do vírus Mayaro, sabe-se que os PNH atuam como importantes hospedeiros vertebrados. Dada a similaridade com o ciclo de transmissão da febre amarela, o registro de mortes de PNH pode contribuir para a investigação e monitoramento de outros arbovirus, como o Mayaro, uma vez que já foi descrito a ocorrência concomitantes de surtos de febre amarela e Mayaro no Brasil1,4.

Os procedimentos para vigilância e notificação de epizootias de PNH estão descritos no Guia de Vigilância de Epizootias em PNH e Entomologia, aplicada à febre amarela, disponível em: (http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_epizootias_primatas_entomologia.pdf). Assim a morte ou adoecimento de PNH devem ser notificados ao Ministério da Saúde de forma imediata, desencadeando a investigação local, em tempo oportuno.

à Definição de epizootia de PNH: primata não humano (PNH), encontrado doente ou morto (incluindo ossadas), em qualquer local do território nacional.

Diante da detecção de PNH doentes ou mortos, deve-se:

1)      Preencher a ficha de notificação e realizar investigação;

2)      Notificação imediata ao MS pelo meio mais rápido:

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3)      Encaminhar a ficha de notificação e o relatório da investigação inicial;

4)      Colher amostras para diagnóstico e enviá-las aos laboratórios de referência da rede do SUS por meio da rede de laboratórios de saúde publica LACEN(s);

5)      Avaliar a área de ocorrência quanto à recomendação de vacina febre amarela;

6)      Avaliar estimativa de cobertura vacinal e iniciar a vacinação seletiva, quando indicado;

7)      Realizar a busca ativa de casos humanos suspeitos e novas epizootias nos LPI(s);

8)      Informar, educar e comunicar aos moradores da área afetada, alertando sobre a importância dos PNH como sinalizadores de risco de febre amarela e outras ameaças à saúde da população.

Maiores informações podem ser obtidas nos sites oficiais do Ministério da Saúde, ou por meio O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e/ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

 

Figura 1. Região considerada endêmica para o vírus Mayaro e Estados e municípios com casos humanos notificados e confirmados, Brasil, dezembro de 2014 a outubro de 2015.

 

 

 

 

Saúde baseada em evidências
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