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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 09/01/2017 as 11:01:18 alterado em 10/01/2017 as 19:01:49

O Ministério da Saúde  disponibilizou duas equipes do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) e técnicos do Programa Nacional de Imunização e Coordenação-Geral das Doenças Transmissíveis para apoiar o estado de Minas Gerais e municípios na investigação de casos suspeitos de febre amarela. Nesta segunda-feira (09), o Ministério da Saúde recebeu da Secretaria de Saúde do Estado informações atualizadas sobre a ocorrência de casos e mortes suspeitas de febre amarela. No total, 10 municípios registraram 23 casos, sendo 16 prováveis e 7 em investigação. Dentre os 23 casos, 14 mortes foram registradas. A investigação está sendo conduzida, em conjunto, pelo Ministério da Saúde, estado de Minas Gerais e municípios envolvidos.

Além de ajudar na investigação, as equipes do EpiSUS, vão trabalhar no estabelecimento de medidas de controle. De imediato, será iniciada a vacinação casa a casa nos locais onde há registro de casos, preferencialmente área rural. Para indivíduos não previamente imunizados, serão duas doses, com intervalo de 30 dias cada. Posteriormente, também serão vacinadas a população que vive em municípios e regiões vizinhas às que os casos foram registrados. Neste momento, o estado de Minas Gerais conta com 280 mil doses em estoque. Nesta terça-feira (10), o Ministério da Saúde vai encaminhar mais 285 mil doses à Minas Gerais, totalizando 565 mil unidades de vacina para imunizar a população do estado. Os municípios com ocorrência de casos suspeitos de febre amarela (Ladainha, Malacacheta, Frei Gaspar, Caratinga, Piedade de Caratinga, Imbé de Minas, Entre Folhas, Ubaporanga, Ipanema e Inhapim ) já fazem parte da área de recomendação para vacinação, assim como todo o estado de Minas Gerais.

Na sexta-feira (6), o Ministério da Saúde comunicou à Organização Mundial da Saúde (OMS), conforme prevê o Regulamento Sanitário Internacional, sobre a ocorrência dos casos e continua mantendo a entidade atualizada. O Regulamento Sanitário Internacional prevê que eventos de importância para saúde pública sejam comunicados à OMS, como esteaglomerado de casos e óbitos suspeitos de febre amarela no estado de Minas Gerais. O laboratório de referência estadual, Fundação Ezequiel Dias (FUNED), com apoio do Instituto Evandro Chagas, laboratório de referência nacional, está realizando testes para diagnóstico de febres hemorrágicas para identificar a doença. 

VACINAÇÃO - É importante destacar que o Ministério da Saúde recomenda às pessoas que residem ou viajam para regiões silvestres, rurais ou de mata, que são Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela, a vacinação contra a doença. Os meses de dezembro a maio são o período de maior número de casos de transmissão em grande parte do Brasil. A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país. Em 2016, foram repassados aos estados mais de 16 milhões de doses, sendo mais de 3 milhões para o estado de Minas Gerais. Todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas.

A vacina é altamente eficaz e segura para o uso, a partir dos nove meses de idade, em residentes e viajantes a áreas endêmicas ou, a partir de seis meses de idade, em situações de surto da doença. O vírus da febre amarela se mantém naturalmente num ciclo silvestre de transmissão, que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres. O Ministério da Saúde realiza a vigilância de epizootias (doenças que acometem animais) desde 1999, com o objetivo de antecipar a ocorrência da doença. Assim é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas e também evitar a urbanização da doença por meio do controle de vetores nas cidades.

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