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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 29/03/2016 as 17:03:19 alterado em 30/03/2016 as 10:03:05

Pernambuco segue como o estado com o maior número de notificações de microcefalia. Dos casos já concluídos, 944 foram confirmados e 1.541 descartados.

O Ministério da Saúde continua investigando 4.291 casos suspeitos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivas de infecção congênita. Dos casos já concluídos, 944 foram confirmados e 1.541 descartados. Desde o início da investigação, em outubro de 2015, foram notificados 6.776 casos suspeitos de microcefalia. Os dados do informe epidemiológico do Ministério da Saúde são enviados semanalmente pelas secretarias estaduais de Saúde e foram fechados no último sábado, dia 26 de março.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 130 tiveram resultado positivo para o Zika. Nestes casos, foi utilizado critério laboratorial específico para o vírus Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

Nesta semana, os estados do Acre, Amapá, Santa Catarina e Rio Grande do Sul informaram ao Ministério da Saúde a circulação autóctone do vírus Zika. Dessa forma, todas as 27 Unidades da Federação estão com circulação do Zika. Os 944 casos confirmados ocorreram em 358 municípios, localizados em 21 unidades da federação: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná. Os 1.541 casos descartados foram classificados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias e/ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas.

Até o dia 26 de março, foram registrados 208 óbitos (fetal ou neonatal) suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 47 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 139 continuam em investigação e 22 foram descartados.

Os 6.776 casos notificados estão distribuídos em 1.285 municípios, de todas as regiões do país. A maioria foi registrada na região Nordeste (5.315 casos, o que corresponde a 78%), sendo o Estado de Pernambuco a Unidade da federação com o maior número de casos que ainda estão sendo investigados (1.207). Em seguida, estão Bahia (676), Paraíba (412), Rio de Janeiro (322), Rio Grande do Norte (289) e Ceará (240).

Cabe esclarecer que o Ministério da Saúde está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como Sífilis, Toxoplasmose, Outros Agentes Infecciosos, Rubéola, Citomegalovírus e Herpes Viral.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Distribuição dos casos notificados de microcefalia por UF, até 26 de março de 2016


Regiões e Unidades Federadas

Casos  de Microcefalia e/ou malformações, sugestivos de infecção congênita

Total acumulado1 de casos notificados de 2015 a 2016

Em investigação

Confirmados *2,3

Descartados

Brasil

4.291

944

1.541

6.776

Alagoas

95

50

106

251

Bahia

676

176

120

972

Ceará

240

73

113

426

Maranhão

148

55

30

233

Paraíba

412

95

340

847

Pernambuco

1.207

273

349

1.829

Piauí

47

64

37

148

Rio Grande do Norte

289

83

35

407

Sergipe

162

26

14

202

Região Nordeste

3.276

895

1.144

5.315

Espírito Santo

87

4

18

109

Minas Gerais

28

2

46

76

Rio de Janeiro

322

9

20

351

São Paulo

157*5

0

90

247

Região Sudeste

594

15

174

783

Acre

28

0

1

29

Amapá

0

0

0

0

Amazonas

9

1

1

11

Pará

20

1

0

21

Rondônia

4

3

4

11

Roraima

16

0

0

16

Tocantins

115

0

17

132

Região Norte

192

5

23

220

Distrito Federal

2

3

32

37

Goiás

80

9

30

119

Mato Grosso

113

13

71

197

Mato Grosso do Sul

4

2

11

17

Região Centro-Oeste

199

27

144

370

Paraná

4

1

24

29

Santa Catarina

1

0

2

3

Rio Grande do Sul

25

1

30

56

Região Sul

30

2

56

88


Fonte: 
Secretarias de Saúde dos Estados e Distrito Federal (dados atualizados até 26/03/2016).

*2 Apresentam alterações típicas: indicativas de infecção congênita, como calcificações intracranianas, dilatação dos ventrículos cerebrais ou alterações de fossa posterior entre outros sinais clínicos observados por qualquer método de imagem ou identificação do vírus Zika em testes laboratoriais.
*3 Foram confirmados 130 casos por critério laboratorial específico para vírus Zika (técnica de PCR e sorologia). 

* 5 Conforme informado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”, da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, 157 casos se encontram em investigação para infecção congênita. Desses, 39 são possivelmente associados com a infecção pelo vírus Zika, porém ainda não foram finalizadas as investigações. 

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