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Data de Cadastro: 03/02/2016 as 15:02:23 alterado em 03/02/2016 as 17:02:59

Ministro da Saúde apresentou a experiência nacional no controle e prevenção do mosquito, além das ações relacionadas às infeções causadas pelo vírus Zika      

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, ofereceu aos países do Mercosul e associados treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus Zika. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (3), em Montevidéu, no Uruguai, durante reunião extraordinária entre os representantes de Saúde dos países do Mercosul. A capacitação será feita pelos institutos nacionais do Brasil por meio do exame PCR (Polymerase Chain Reaction). O objetivo é reforçar a capacidade de vigilância epidemiológica da região, acompanhando o comportamento do vírus e propondo ações necessárias para a proteção da população. No mês de janeiro, técnicos do Paraguai, Peru, Uruguai e Equador receberam treinamento do Instituto Evandro Chagas (IEC).

"Temos o desafio de reforçar o sistema de vigilância na região. Para isso, o Brasil quer compartilhar a sua experiência e receber equipes interessadas neste conhecimento. Estamos construindo uma resposta integrada da região contra o vírus Zika", afirmou Castro. O treinamento será feito em grupos de técnicos da região, que também devem trocar experiências locais. No Brasil, os testes estão sendo distribuídos nesta semana para os 24 laboratórios estaduais treinados para a realização dos exames. Assim, em todas as regiões do país será possível realizar a testagem.

Durante sua apresentação, Castro reforçou a necessidade da coordenação de esforços para avançar sobre os desafios do combate ao mosquito Aedes aegypti e do vírus Zika. O governo brasileiro, por exemplo, receberá, no próximo dia 11, representantes do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), que acompanharão a criação de protocolos para a identificação do vírus Zika e dos casos de microcefalia. Já no dia 20, serão reunidos especialistas brasileiros e americanos para discutir a pesquisa de uma vacina.

"O combate ao Aedes aegypti, ao vírus Zika e às demais doenças transmitidas pelo mosquito, deve contar com a união de esforços. Nossa busca é por uma vacina e novas tecnologias. No entanto, a resposta imediata deve ser a eliminação dos locais onde o mosquito pode se reproduzir", reforçou o ministro brasileiro. Castro lembrou o empenho de mais de 300 mil agentes de combates às endemias e agentes comunitários de saúde em território brasileiro nesse esforço. No dia 13, essa mobilização será reforçada por 220 mil militares. No dia 15, ainda, 50 mil militares acompanharão as visitas as residências em todo o país. 

O ministro também destacou a importância da disseminação dos conhecimentos adquiridos. O Ministério da Saúde do Brasil colocou à disposição dos países membros e associados ao bloco os protocolos de vigilância epidemiológica, o de atendimento às gestantes e bebês com microcefalia e o de estimulação precoce, lançados desde o início da decretação de emergência em saúde pública no país. 

REUNIÃO – Durante o encontro as autoridades discutiram ações integradas para o combate às infecções causadas pelo mosquito Aedes aegypti, especialmente o vírus Zika. Os países do bloco assinaram uma declaração de apoio recíproco para o enfrentamento ao vetor, responsável também pela transmissão da dengue e da febre chikungunya.

O evento foi coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que faz a interlocução entre os países-membros para os desafios de controle e prevenção do Aedes e da microcefalia no continente. A iniciativa foi proposta pela presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, em sua participação na última reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos(CELAC), no Equador, no final de janeiro.

Por Diogo Caixote, da Agência Saúde
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