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O Ministério da Saúde é o órgão do Poder Executivo Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde dos brasileiros.

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Data de Cadastro: 08/01/2016 as 12:01:31 alterado em 08/01/2016 as 12:01:31

O objetivo é reduzir a infestação do mosquito no estado, além de fortalecer a rede de assistência à saúde para o enfrentamento de doenças como a dengue, chikungunya e Zika

O estado do Maranhão lançou o Plano Emergencial de Enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. As ações de combate ao mosquito foram apresentadas nesta sexta-feira (8), em São Luís, com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Castro. O objetivo é fortalecer a rede de assistência à saúde para o enfrentamento da dengue, chikungunya e Zika. Na ocasião, o ministro apresentou o Plano Nacional de Enfrentamento ao Aedes e à Microcefalia.

“A maneira mais eficiente de combater todas as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é não permitir o mosquito nascer, eliminando os criadouros e evitando deixar qualquer quantidade de água acumular. Só teremos sucesso se houver cooperação entre o governo federal, os governos estaduais, os governos municipais, mas, sobretudo, o envolvimento da sociedade. Se a sociedade não se envolver, não seremos vitoriosos. As pessoas precisam estar com o radar o tempo todo ligado para não deixar nenhum foco do mosquito”, ressaltou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

O plano estadual visa programar ações e metas com a finalidade de interromper em curto prazo a transmissão da dengue, chikungunya e Zika por meio do controle vetorial. O esforço do estado é diminuir a circulação do mosquito Aedes aegypti que, em 2015, registrou 7.505 casos de dengue e nove mortes pela doença. Estão envolvidos no trabalho, os agentes de controle de endemias, agentes de saúde pública, agentes comunitários de saúde, entre outros parceiros.

Já o plano nacional é uma grande mobilização envolvendo 19 ministérios e órgãos do governo federal, em parceria com estados e municípios, para conter novos casos de microcefalia relacionados ao vírus Zika, além de oferecer suporte às gestantes e aos bebês. A iniciativa é resultado da criação do Grupo Estratégico Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional. O plano é dividido em três eixos de ação: Mobilização e Combate ao Mosquito, Atendimento às Pessoas e Desenvolvimento Tecnológico, Educação e Pesquisa.

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, o Maranhão registrou 96 casos de microcefalia com suspeita de relação com o vírus Zika, além de uma morte. Os casos foram registrados em 47 municípios. Em todo o Brasil, foram notificados 3.174 casos suspeitos de microcefalia, identificados em 684 municípios de 20 estados e no Distrito Federal. As informações são referentes até o dia 2 de janeiro.

REPASSES CRESCENTESOs repasses de recursos do Ministério da Saúde para o combate ao mosquito têm se mantido crescentes. Em 2015, foram liberados R$ 1,25 bilhão, o que representa aumento de 28,8% nos últimos quatro anos. As visitas a residências para eliminação e controle do vetor ganharam o reforço das Forças Armadas e de mais de 266 mil agentes comunitários de saúde, além dos 43,9 mil agentes de endemias de todo o Brasil que já atuavam regularmente nessas atividades.

O Ministério da Saúde também investiu, neste ano, R$ 19,6 milhões na aquisição de inseticidas e larvicidas, garantindo o abastecimento até junho. Em dezembro, o ministério já havia enviado 17,9 toneladas de larvicida para os estados do Nordeste e Sudeste, totalizando 114,4 toneladas para todo o país em 2015, quantidade suficiente para o tratamento de 57,2 bilhões de litros de água.

Ao todo, 18 estados já contam com salas estaduais de monitoramento do combate ao Aedes e à microcefalia. Outros quatro estados estão em fase de implantação. Além das ações de apoio a estados e municípios, o Ministério da Saúde realiza a aquisição de insumos estratégicos e kits de diagnósticos para auxiliar os gestores locais no combate ao mosquito.

UNIDADES DE SAÚDE – Ainda no estado, o ministro visita unidades de saúde em Bacabal (MA). Castro conhecerá as obras da primeira Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Para a construção, o Ministério da Saúde repassou R$ 3,6 milhões, referentes às duas primeiras parcelas. A última parcela, no valor de R$ 400 mil, será encaminhada após conclusão da obra.

A unidade vai atender uma população de 268 mil pessoas em 11 municípios da região: Altamira do Maranhão, Bom Lugar, Brejo de Areia, Conceição do Lago Açu, Lago Verde, Marajá do Sena, Olha D’água das Cunhãs, Paulo Ramos, São Luis Gonzaga do Maranhão e Vitorino Freire, além de Bacabal.

Durante a agenda no município, o ministro também visitará o Pronto-Socorro municipal e as instalações do Hospital Materno Infantil da região. A unidade, que foi inaugurada recentemente, oferece a população serviços de urgência e emergência, clinica obstétrica, pediátrica e cuidado intensivo.

Por Amanda Mendes, da Agência Saúde
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