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Data de Cadastro: 24/09/2014 as 13:09:27 alterado em 24/09/2014 as 16:09:33

Usuários do Facebook que fizerem a opção por ser um doador poderão notificar, pelo aplicativo, os familiares e adicionar o laço verde – que é símbolo mundial da doação de órgãos – à foto de seu perfil

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (24), a campanha que marca o Dia Nacional de Doação de Órgãos, comemorado no próximo sábado. A mensagem-chave é “Seja doador de órgãos e avise sua família. Sua família é a sua voz”, com o objetivo de sensibilizar as famílias e os doadores de órgãos quanto à importância do diálogo sobre essa decisão. Isso porque, é a família quem autoriza o procedimento quando a situação do paciente é irreversível. Desta conversa nasce a decisão que pode trazer nova vida às pessoas que aguardam por um transplante de órgãos e tecidos.
Para reforçar a campanha, o Ministério da Saúde desenvolveu aplicativo que fará interface com o Facebook e irá notificar os familiares, automaticamente, no momento em que o cidadão se declarar doador. Ou seja, em um clique a pessoa se declara doador de órgãos e deixa toda a família sabendo disso. Além disso, o internauta também poderá adicionar o laço verde – símbolo mundial da doação – à foto de seu perfil na rede social. Para expressar o desejo de ser um doador de órgãos, o usuário precisa acessar a Fanpage do Ministério da Saúde e seguir os passos indicados pelo aplicativo. Com esses dados, o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) criará um banco informal de doadores com base nas informações coletadas pela rede social. É importante ressaltar que a doação só acontece com a autorização familiar.

Atualmente, 56% das famílias entrevistadas, em situações de morte encefálica, aceitam e autorizam a retirada de órgãos para a doação. Para o ministério, esse percentual pode ser ainda maior, permitindo a realização de mais transplantes. “O nosso foco é mobilizar a sociedade brasileira para a doação de órgãos e, na mesma intensidade, fazer com que as famílias do doador saibam da decisão que foi tomada, para que a doação se concretize e possa ser confirmada no momento das entrevistas nos serviços de saúde”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A rede social Facebook, em julho de 2012, apoiou a campanha do Ministério da Saúde e desenvolveu, na época, a plataforma “Sou doador de órgãos” para incentivar a doação entre os usuários da rede. A medida proporcionou resultados concretos em pouco tempo. Ao todo, 535 mil pessoas manifestaram o desejo de serem possíveis doadoras de órgãos. O número supera em mais de 14 vezes o da lista de pacientes que esperam por um transplante (37,7 mil) atualmente. Antes, a ferramenta já permitia que o internauta adicionasse a informação de doador a sua linha do tempo e ao seu perfil.

“Estou feliz por participar da campanha do Ministério da Saúde. Essa parceria é a meninas dos olhos do Facebook no Brasil”, disse o diretor de relações institucionais da rede social, Bruno Magrani, que participou do lançamento da nova campanha de estímulo à doação de órgãos. “Temos um enorme desafio pela frente para conseguir mais doadores, daí a importância do aplicativo desenvolvido pelo Ministério da Saúde, que permite a marcação de familiares no perfil do usuário”, completou Magrani.

O vocalista da banda Biquini Cavadão, Bruno Castro Gouveia, estreou a nova funcionalidade no Facebook. Gouveia foi um dos convidados do Ministério da Saúde para participar do lançamento da nova campanha de estímulo à doação de órgãos por ser um doador declarado e apoiador da causa. Filho de médico anestesista, Bruno Gouveia afirmou que sempre se viu como um doador. “Doo porque não dói”, disse. Bruno elogiou a iniciativa do Ministério da Saúde e do Facebook e se referiu ao aplicativo como um estímulo a boas práticas na internet.

A FanpageDoacaodeOrgaos” do Ministério da Saúde na rede social, que já conta com 242.614 mil curtidas, abrigará todo o material da campanha e esclarecimentos sobre as dúvidas mais frequentes de como se tornar um doador.

CAMPANHA – Serão distribuídos 120 mil cartazes e 470 mil folders sobre como ser doador por companhias aéreas, postos de pedágio e na rede do Sistema Único de Saúde. Foram produzidos ainda um filme para a TV com duração de um minuto – também com versão em 30 segundos – e três spots de 30 segundos para rádio. A campanha terá um ano de duração, com concentração entre os dias 24 e 27 de setembro, e tem o apoio dos veículos de comunicação.

O filme para a TV, que é a peça-base da campanha, mostra integrantes de uma mesma família falando algo que teria sido dito por um jovem – também da família – que já morreu. O texto contempla a relação sincera que o jovem teve com seus familiares e revela o desejo de ser um doador de órgãos. Isso porque é preciso não apenas decidir pela doação, mas também manifestar a vontade junto à própria família para que no momento certo possam respeitar o desejo individual de quem optou por ser doador e salvar outras vidas.

Durante o lançamento da campanha, houve a entrega de dois troféus de reconhecimento por iniciativas voluntárias de estímulo à doação de órgãos. Os homenageados foram o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, e a coordenadora de Comunicação da área de Relações Institucionais do Grupo Globo, Ivana Echebarria, que recebeu o troféu em nome do dramaturgo e escritor Manoel Carlos. Em sua mais recente novela, ‘Em Família’, o autor abordou o tema dos transplantes, ampliando o debate sobre o assunto entre as famílias.

Também esteve presente no evento, Arlita Floriza Galvão Carneiro, viúva do cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Ilídio Andrade, 49 anos, ferido em uma explosão durante uma manifestação no Rio de Janeiro que, após confirmação de morte cerebral, teve os órgãos doados.

DOADOR - Pode ser doador qualquer pessoa que concorde com a doação, desde que não prejudique a sua saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e da medula óssea ou do pulmão. De acordo com a legislação, parentes até o quarto grau podem ser doadores. Não parentes, somente com autorização judicial. Nos casos dos doadores falecidos, é preciso a constatação de morte encefálica, geralmente vítimas de dano cerebral irreversível, como traumatismo craniano ou acidente vascular cerebral (AVC).

 

Amanda Costa, da Agência Saúde
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