Imagem ilustrativa sobre IMC em Adultos

Glossário

Conjunto de processos nutricionais, comportamentais e fisiológicos envolvidos na ingestão pela criança do leite produzido pela própria mãe, seja diretamente no peito ou por extração artificial.

Processo biológico e cultural que se traduz na escolha, preparação e consumo de um ou vários alimentos.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida da criança. Após esse período, devem ser oferecidos, de forma gradual, outros alimentos que complementem o leite materno. Esses alimentos constituem a alimentação complementar.

Uso de leite materno como único alimento da criança, habitualmente até os 6 meses de vida, não sendo admitidos chás ou água como exceção.

Prática alimentar adequada às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos e de acordo com as fases da vida. Deve ser acessível (física e financeiramente), saborosa, variada, colorida, harmônica e segura quanto aos aspectos sanitários, ou seja, quanto à higiene e a adequada manipulação dos alimentos.

Substância que fornece os elementos necessários ao organismo humano para a sua formação, manutenção e desenvolvimento.

É aquele obtido diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquirido para consumo sem que tenha sofrido qualquer alteração após deixar a natureza. Exemplos: legumes, verduras, frutas.

É o alimento in natura que foi submetido a processos de limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, fracionamento, moagem, secagem, fermentação, pasteurização, refrigeração, congelamento ou processos similares que não envolvam adição de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original. Exemplos: legumes embalados, fracionados, refrigerados ou congelados, milho em grão, arroz branco.

São aqueles fabricados pela indústria a partir da adição de sal, açúcar ou outra substância a alimentos in natura para torná-los duráveis e mais agradáveis ao paladar. Embora o alimento processado mantenha a identidade básica e a maioria dos nutrientes do alimento in natura, os ingredientes e os métodos de processamento utilizados na fabricação alteram a sua composição nutricional, deixando-os menos saudáveis. Exemplos: legumes em conserva, frutas em calda ou cristalizadas, carne seca e toucinho, queijos, entre outros.

Preparação industrial feita inteiramente ou em grande parte de com substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou desenvolvidas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão, dos quais resultam os corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para deixar os produtos comestíveis mais atraentes. Exemplos: biscoitos recheados, sorvetes, balas e guloseimas em geral, cereais matinais açucarados, entre outros.

Alimento preparado com o objetivo de imitar o alimento natural, cuja composição não contenha, de forma preponderante, substância encontrada no alimento a ser imitado.

Alimento industrializado em que determinados nutrientes, como proteína, carboidrato, gordura, sódio, entre outros, estão ausentes ou em quantidades muito reduzidas. O alimento diet não é, necessariamente, um produto com baixas calorias.

É aquele obtido diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquirido para consumo sem que tenha sofrido qualquer alteração após deixar a natureza. Exemplos: legumes, verduras, frutas.

Alimento pouco ou não processado, que mantém em perfeitas condições o conteúdo de fibras e nutrientes.

Alimento com redução de, no mínimo, 25% do valor calórico e/ou dos seguintes nutrientes: açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio, comparado com o produto tradicional ou similar de marca diferente.

Redução dos níveis de hemoglobina no sangue para valores abaixo dos limites estabelecidos como normais, de acordo com a idade, o sexo e a condição fisiológica. Isso leva à redução do fluxo de oxigênio nos órgãos do corpo.

Distúrbio alimentar multideterminado por fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais de fundo psicológico. Principais características são recusa à alimentação, perda excessiva de peso, medo de engordar e distorção da imagem corpórea. Esse tipo de distúrbio tem consequências sociais, nutricionais e emocionais.

Avaliação do crescimento físico e do estado nutricional por meio de medidas de peso e de altura, além de outras medidas como perímetros, circunferências e dobras cutâneas.

Centro responsável pela promoção do incentivo ao aleitamento materno e à execução das atividades de coleta, processamento, estocagem e controle de qualidade do leite humano doado, para posterior distribuição, sob prescrição de médico ou nutricionista.

Distúrbio alimentar multideterminado por fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais de fundo psicológico. A bulimia é caracterizada pelo impulso irresistível de comer seguido por sentimento de culpa e de vergonha, o que faz com que a pessoa provoque vômito e use laxativos e/ou diuréticos de maneira exagerada.

Situação em que deficiências gerais ou específicas de energia e nutrientes resultam na instalação de processos orgânicos adversos para a saúde.

Descrição do valor nutritivo dos alimentos e de substâncias específicas existentes neles, como vitaminas, minerais e outros princípios.

Processo dinâmico e contínuo que engloba o desenvolvimento físico do corpo. Esse processo é considerado como um dos melhores indicadores de saúde da criança, em razão de sua estreita dependência de fatores sociais e ambientais, tais como: alimentação, ocorrência de doenças, cuidados gerais e condições de vida no passado e no presente.

Ações recomendadas para situações peculiares de riscos nutricionais, como a anemia, o bócio, a hipovitaminose A e outras condições.

Carência desse micronutriente que ocorre quando há baixo consumo alimentar de ferro; perda elevada de sangue; e aumento dos requerimentos por processos infecciosos e/ou febris.

Carência de princípios nutritivos, tais como vitamina A, ferro, iodo e zinco.

Processo em que as necessidades de nutrientes do corpo não estão sendo atendidas. A deficiência nutricional pode ser decorrente tanto de problemas alimentares quanto de problemas orgânicos.

Atraso nas relações peso/idade, peso/altura, altura/idade, tomando-se, como referência, as tabelas de normalidade convencionalmente recomendadas. Pode referir-se a outros índices de medidas corporais.

Atraso no crescimento da estatura de um indivíduo em relação aos padrões de normalidade de crescimento físico, de acordo com o sexo e a idade.

Refere-se ao aparecimento e aperfeiçoamento de funções, como a linguagem, a habilidade motora, as funções cognitivas, a maturidade psíquica e outras.

Processo gradual que se inicia com a introdução de qualquer alimento na dieta da criança que não seja o leite materno, incluindo os chás e a água, e que termina com a suspensão completa do leite materno.

Carência prolongada da ingestão de nutrientes essenciais à manutenção, ao crescimento e ao desenvolvimento do organismo humano.

Processo caracterizado pela carência pregressa da ingestão e utilização de nutrientes pelo organismo humano. Manifesta-se no déficit de altura.

Processo de intolerância à glicose que se traduz, convencionalmente, na elevação do açúcar no sangue e sua presença eventual na urina.

Alimentação geral que serve de padrão para os indivíduos. Tipo de alimentação específica recomendada a um indivíduo para atender às necessidades terapêuticas.

Processo fisiológico no qual os alimentos ingeridos são reduzidos a substâncias absorvidas pelo organismo e transferidos para a corrente sanguínea.

Alteração, quase sempre por excessos, nos teores de lipídios ou gorduras do sangue, como o colesterol e os triglicerídeos.

São problemas de saúde relacionados ao consumo inadequado de alimentos (tanto por escassez quanto por excesso) e à carência de nutrientes e/ou micronutrientes como ferro, ácido fólico, iodo e vitamina A, entre outros. Tanto a desnutrição quanto a obesidade são distúrbios nutricionais. Outros exemplos relevantes para a saúde pública, em termos de magnitude, são a anemia ferropriva, a hipovitaminose A e o bócio endêmico.

Adição de determinados nutrientes a alimentos com baixo conteúdo em relação a determinados princípios nutritivos. A OMS reconhece três tipos de fortificação. A “fortificação universal” que consiste na adição de micronutrientes em alimentos de grande consumo pela maioria da população, regulada pelo governo; a fortificação voluntária ou “mercado aberto” de iniciativa da indústria de alimentos com o objetivo final de diversificar a produção. A “fortificação direcionada”, que consiste na fortificação de alimentos consumidos por grupos específicos. Há também uma recente abordagem denominada “fortificação comunitária ou domiciliar” que consiste na adição de suplementos vitamínicos ou minerais às refeições das crianças poucos minutos antes da ingestão (WHO, 2006).

Equilíbrio entre o consumo de nutrientes e o gasto energético do organismo, para suprir as necessidades nutricionais.

Estado gerado por estímulos adversos, com diferentes impactos físicos, psíquicos e nutricionais.

Estado nutricional adequado, produzido pelo equilíbrio entre o consumo e as necessidades nutricionais.

Composto orgânico ou inorgânico de ferro usado para prevenção e tratamento das anemias.

Substância de origem vegetal ou animal composta de triglicerídeos e de pequenas quantidades de fosfolipídios. A gordura é um macronutriente que faz parte da composição de vários alimentos, como carnes, laticínios e manteiga. Na alimentação saudável, ela deve compor cerca de 30% da dieta.

Tipo específico de gordura formada por meio de um processo de hidrogenação natural (na gordura de animais ruminantes) ou industrial. A gordura trans (hidrogenada) é prejudicial à saúde, podendo contribuir para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas. Essa gordura está presente na maioria dos alimentos industrializados, com diferentes concentrações. O processo de hidrogenação industrial transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente para melhorar a consistência dos alimentos e o tempo de prateleira de alguns produtos.

Conjunto de alimentos in natura ou processados que são agrupados de acordo com os principais nutrientes que os compõem. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, os alimentos são classificados em cinco grupos principais: cereais, tubérculos e raízes, fontes preferenciais de carboidratos; frutas, legumes e verduras, ricos em fibras alimentares, vitaminas e minerais; feijões e outros alimentos vegetais ricos em proteínas e fibras; leite e derivados, carnes e ovos, fontes de proteína animal; e gorduras, açúcares e sal - alimentos cujo consumo deve ser reduzido por estarem associados ao maior risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)

Atos e atitudes que visam à manutenção da saúde e qualidade de vida, como alimentação adequada e balanceada; prática regular de atividade física; convivência social estimulante; busca, em qualquer fase da vida, de atividades ocupacionais prazerosas e de mecanismos de atenuação do estresse.

Processo de mudança de estado de uma gordura insaturada para uma gordura saturada e sólida, por meio da adição de hidrogênio, na presença de um catalisador. Ver Gordura trans.

Deficiência de vitamina A em nível dietético, bioquímico ou clínico, de forma a afetar as estruturas epiteliais de diferentes órgãos, sendo os olhos os mais atingidos.

Informações relevantes sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como sobre o desempenho do sistema de saúde. Quando vistos de forma conjunta, os indicadores devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde.

Indicador de saúde utilizado para avaliar a adequação entre peso e altura corporais e sua relação com risco para doenças crônicas não transmissíveis. É calculado pela seguinte fórmula: IMC = Peso/Altura²

Ver Gordura

Nutriente que é necessário ao organismo em grande quantidade em relação aos micronutrientes. Os macronutrientes são especificamente os carboidratos, as gorduras e as proteínas amplamente encontrados nos alimentos.

Providências tomadas para a prevenção de doenças ou de agravos nutricionais.

Ações que visam à cura de doenças. Providências adotadas para corrigir situações patológicas clinicamente instaladas.

Nutriente necessário ao organismo em pequenas quantidades (em miligramas ou microgramas), em relação aos macronutrientes. As vitaminas e os minerais são tipos de micronutrientes.

Estado fisiológico que resulta do consumo e da utilização biológica de energia e nutrientes em nível celular, para realização de funções vitais.

Componente químico necessário ao metabolismo humano que proporciona energia ou contribui para o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção da saúde e da vida. Normalmente, os nutrientes são recebidos pelo organismo por meio da ingestão de alimentos. A carência ou excesso de nutrientes pode provocar mudanças químicas ou fisiológicas.

Doença crônica de natureza multifatorial (fatores ambientais, nutricionais e genéticos) caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, acarretando prejuízos à saúde.

Orientação que visa à escolha, à preparação, à conservação doméstica de alimentos e ao consumo desses. A orientação alimentar considera o valor nutritivo do alimento e as indicações específicas das 3 condições do indivíduo a) condições fisiológicas como crescimento, gravidez, lactação; b) condições patológicas como: desnutrição, obesidade, diabetes, doenças carenciais; e c) condições socioeconômicas como acesso aos alimentos, preferências alimentares.

Usos, hábitos e costumes de consumo alimentar de acordo com os conhecimentos científicos e técnicas de uma boa alimentação.

Substâncias presentes nos alimentos vegetais – carotenos – que, depois de ingeridos, se transformam em vitamina.

Bebida ou alimento processado que se destina a atender a determinadas situações de interesse médico ou nutricional.

Preparação farmacológica à base de nutrientes específicos, como vitaminas, ferro, iodo, zinco, etc., sob a forma de medicamentos.

Propriedade que tem determinado alimento ou fármaco de atuar, curativamente, na correção de desvios ou doenças.

Prescrições quantitativas que se aplicam aos indivíduos para ingestão diária de nutrientes e calorias, conforme as suas necessidades nutricionais.

Informação ao consumidor sobre os componentes nutricionais de um alimento ou de sua preparação, incluindo a declaração de valor energético e de nutrientes que o compõem. Existe legislação específica elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para a rotulagem de alimentos.

Etapas que envolvem a obtenção do alimento, desde a produção da matéria-prima até o consumo.

Excesso de peso de um indivíduo quando em comparação com tabelas ou padrões de adequação.

Cota adicional de alimentos ou nutrientes destinada a prevenir ou corrigir deficiências nutricionais.

Tabela que informa o conteúdo dos alimentos em proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais de interesse da nutrição humana.

Usos e costumes alimentares passados de geração a geração, segundo a cultura tradicional de determinadas etnias ou grupamentos antropologicamente homogêneos.

Mudanças lentas ou rápidas que ocorrem no padrão alimentar das crianças, à medida que a amamentação vai sendo substituída por outros produtos, até atingir o padrão alimentar da família. É um período crítico em relação aos riscos nutricionais.

Distúrbio que se refere à nutrição e ao comportamento anormal de indivíduos em relação à ingestão de alimentos.

Conjunto de ações capazes de eliminar, de diminuir ou de prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde.