Alimentação em geral

Alimentação em geral

Infelizmente Não. Embora contenham ferro, alimentos como feijão, beterraba, verduras verdes e ovos só são boas fontes desse nutriente se forem consumidos junto com alimentos ricos em vitamina C. Isso porque a vitamina C ajuda o seu organismo a absorver melhor o ferro. Experimente, por exemplo, colocar algumas gotas de limão no feijão ou na salada.

Somente o leite materno pode ser considerado um alimento completo, e ainda assim, apenas para as crianças até seis meses de idade. A partir de então, mesmo o leite materno precisa ser complementado por alimentação saudável e diversificada.

Portanto, não há alimento que possua todos os nutrientes em quantidade suficiente para atender às demandas nutricionais das pessoas em geral. Por isso, a alimentação deve ser variada para suprir as necessidades diárias de vitaminas e minerais, assim como não se recomenda a utilização de suplementos vitamínicos sem acompanhamento de um profissional de saúde especializado.

Não. Sabe-se que nosso corpo é exposto a toxinas e que alguns nutrientes presentes em certos alimentos podem ajudar na eliminação dessas substâncias. Porém, ainda não são conhecidos os efeitos de alimentos com propriedades detox em estudos científicos. Os grandes benefícios obtidos pela dieta detox estão associados à presença de alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, hortaliças e grãos, alimentos que são ricos em vitaminas, minerais, fibras e substâncias antioxidantes e ajudam no combate aos radicais livres. Por isso, de maneira geral, uma alimentação com grande variedade desses alimentos auxilia no controle do peso e na manutenção da saúde, independentemente de eliminar toxinas do corpo ou não.

Essa dieta, porém, possui baixo valor calórico e pouca proteína, o que pode trazer prejuízos para a saúde se praticada em período prolongado, além de efeitos adversos relatados pelos usuários, como insônia, enjoo e dor de cabeça. Quando relacionadas ao uso de laxantes e lavagens intestinais, podem levar a complicações como perfuração intestinal, distúrbios eletrólitos, desidratação e, consequentemente, riscos de arritmias, convulsões, comas e óbito.

Não se sabe ao certo. A dieta alcalina é baseada no pH (grau de acidez) dos alimentos, porém, a insuficiência de estudos dificulta a compreensão dos efeitos desta dieta. Entre os possíveis benefícios da dieta alcalina estão uma maior absorção de potássio, sódio e magnésio, o que pode trazer benefícios para os ossos e reduzir a perda de massa muscular. Entretanto, por não haver definição clara sobre a composição da dieta alcalina, os alimentos mais utilizados acabam sendo as frutas e hortaliças. Portanto, o que o Ministério da Saúde recomenda é que se estimule o consumo de alimentos in natura, em vez da busca por uma dieta ainda com pouca evidência científica.

A pessoa com doença celíaca apresenta intolerância permanente ou alergia ao glúten, proteína encontrada em cereais como trigo, centeio, cevada e em produtos fabricados a partir desses alimentos. O mesmo pode ocorrer com a aveia. Para essas pessoas, o consumo do glúten provoca inflamação no intestino e outros efeitos colaterais. Já a intolerância à lactose é caracterizada pela deficiência na produção da enzima responsável pela digestão da lactose, açúcar contido em leite e derivados. Quando consomem leite, os portadores dessa deficiência apresentam sintomas, como diarreia e distensão abdominal.

Fala-se muito sobre uma possível inflamação intestinal causada pelo glúten e pela lactose em pessoas que não apresentam a doença celíaca e não são intolerantes à lactose, mas ainda não há pesquisas conclusivas que sustentem a recomendação de se excluir o glúten ou a lactose da alimentação habitual para pessoas saudáveis. Também não há comprovação de que essas restrições, por si só, possam levar à perda de peso.

Até o momento, são poucos os estudos que avaliam a efetividade das dietas com restrição de carboidrato, embora muitas pessoas já tenham declarado que conseguiram perder peso dessa forma. Porém, observa-se que esse tipo de dieta não consegue ser mantido por muito tempo, além de não promover a reeducação alimentar e a adoção de outros hábitos de vida saudáveis. Um levantamento feito com pessoas que adotaram esse tipo de dieta mostrou que aproximadamente 75% retornam ao peso anterior.

É importante lembrar que a ingestão elevada de proteínas pode sobrecarregar os rins e desregular o metabolismo da pessoa. Uma alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados, que respeite a cultura e os hábitos alimentares da pessoa e promova a adoção de hábitos saudáveis de vida é a melhor opção para a saúde.

Sim. O vegetarianismo caracteriza-se pela exclusão de carnes e derivados da alimentação. Existem, ainda, os vegetarianos estritos que excluem também os ovos, leites e derivados. A dieta vegetariana substitui a carne por cereais, em grande parte integrais, leguminosas, oleaginosas, frutas e hortaliças que, quando consumidos em combinações adequadas, atingem as recomendações nutricionais para indivíduos saudáveis em todos os ciclos da vida. Isso ocorre principalmente se o vegetariano consumir ovos, leites e derivados.

No entanto, alguns vegetarianos, principalmente os estritos, podem ter deficiência de vitaminas D e B12, encontradas em alimentos de origem animal. Por isso, devem controlar regularmente os níveis sanguíneos dessas vitaminas e fazer acompanhamento com profissionais de saúde.

Outro ponto que merece atenção é que, ao excluir da dieta alimentos derivados de proteína animal, os vegetarianos acabem realizando substituições pouco saudáveis, aumentando inadequadamente a quantidade de carboidratos consumidos. Por isso, sugere-se que sejam acompanhados por nutricionistas, para melhor orientação da substituição dos alimentos, sem risco de deficiência ou quantidades excessivas de nutrientes.

O suco verde é obtido a partir da combinação de vegetais folhosos, como couve, agrião, rúcula e espinafre, e frutas cítricas, como laranja e limão, além de alimentos ditos como detentores de propriedades funcionais, como gengibre, linhaça entre outros. Não existem estudos científicos que comprovem que o consumo do suco verde em jejum favorece a absorção de nutrientes e potencializa seu efeito emagrecedor. Na verdade, por ser uma importante fonte de vitaminas e fibras, o suco verde, assim como outros sucos naturais, pode ser consumido em qualquer horário como parte de uma alimentação saudável e, assim, contribuir para o bom funcionamento do organismo.

Apesar do amplo uso popular da berinjela, não há evidências científicas que comprovem redução significativa do colesterol a partir do consumo da água, suco, chá ou extrato desse vegetal. Alguns estudos mostram resultados semelhantes aos obtidos com a dieta padrão, usada para redução de colesterol, associada à prática regular de atividade física. É importante lembrar que a berinjela não deve ser recomendada para substituir medicamentos ou dietas, mas sim, deve ser incluída em uma alimentação adequada e saudável.